Jan 02 2008

“O destino só se conjuga no futuro”

Published by puny under filosofias

O Reinaldo Azevedo é cansativo, eu sei. Discordo muito dele em algumas questões, mas aí o cara escreve um texto desses e… eu preciso citá-lo:

Ora, é claro que há uma porção de coisas alheias à nossa vontade. A vida tem leis que não fizemos, uma história que nos antecede e está sujeita, felizmente, ao inesperado. Vocês acham que não sei disso?

Acho que é o caso de reler o post. A minha questão é outra: apesar disso tudo, a despeito disso tudo – ou, se quiserem, por causa disso tudo -, cabe-nos uma arbitragem que costuma ser bem maior do que supomos. O que propus foi uma postura, digamos, moral: que o sujeito se veja menos como vítima de circunstâncias que não são de sua escolha e mais como pessoa que pode interferir no próprio destino. Isso me parece, se querem saber, óbvio, quase aborrecido.

“Vale para quem mora na Viera Souto e para quem mora na Rocinha?” Sim. O que não se pode mudar é ter nascido num barraco na Rocinha ou numa cobertura na Vieira Souto. O diabo é que as pessoas costuma confundir passado com destino.

O destino só se conjuga no futuro.

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Oct 10 2007

Tropa de Elite

Published by puny under política

Ontem, graças à Fernanda, em companhia de Guadalupe e seus irmãos, fui ao Shopping Total pra pré-estréia de Tropa de Elite.

Eu estava com medinho do filme, que fosse muito forte ou muito duro. Falaram tanto das cenas fortíssimas de tortura e afins… impressionável que sou, fui nervosa pro cinema.

No fim, fiquei apenas envergonhada com as críticas que o filme faz. Eu, no meu mundinho, com dó de quem faz passeata pelos filhinhos conheirinhos, sem pensar nas crianças e adolescentes que fazem parte da coisa toda.

Nós somos responsáveis pelos nossos atos, portanto não temos direito de reclamar - a menos que façamos o certo.

Voltando à questão da tortura: claro que não é coisa bonita nem válida e discordo da prática. Só que no filme fica bem claro que eles davam a chance das criaturas falarem. Não queriam sofrer as conseqüências do tráfico, que não fossem coniventes. Algo do tipo: ok., eu falo: mas me protejam dos bandidos. Simples assim.

De resto, o filme me pareceu bem coerente: bandido é bandido, traficante não perdoa e esse blá-blá-blá de consciência social não resolve (quase) nada.

Há tempos eu não gostava tanto de um filme nacional.

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