Jan 29 2008

Uma pergunta, duas respostas iguais

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Ciro
Carla, o que é para ti é machismo? Como superá-lo?

Eu acho que existem dois tipos de machismo: o de brincadeira, como o meu, que é mais uma maneira de ridicularizar o feminismo exagerado, e o sério. Não gosto de gente que leva tudo a sério demais. Ou de menos.

Eu acho que só vamos superar o machismo e o feminismo sérios quando as pessoas compreenderem que homens e mulheres são sim diferentes e passarem todos a respeitar as diferenças dos outros. (isso merece um post pra blog, não uma mini-resposta numa entrevista! providenciarei ;D)

Lendo a Zero Hora de hoje, achei a resposta pronta - e escrita de forma muy superior:

[. . .] tribo dos Sauromatas, cujas mulheres nunca deixaram de cavalgar e lutar ao lado de seus homens, provando que o segredo da harmonia entre os sexos é o gosto por essa estranheza recíproca e a aceitação de que existe uma ignorância entre eles que nunca será superada, pois são povos diferentes.

referência quando o more voltar ao normal

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Dec 06 2007

Não ia voltar ao assunto

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But eu acho que nunca vou entender.
Não faz o menor sentido!

Esperava que existissem encontros ao acaso, que as coisas acontecessem independente de… vontade? Se não fazemos as coisas acontecerem elas simplesmente não acontecem.

Pelo menos no mundinho em que eu vivo.

Talvez eu tente no momento errado, talvez pareça que eu quero compensar algo, esquecer algumas coisas - mas não! O fato é que, pra mim, havia algo antes. Tratei de sufocar, passei por outras coisas, vivi minha vidinha, mas ainda estava tudo ali. Eu só estava trancada e sem conseguir sair. Agora, que saí, tudo parece… falso? fabricado? insistente? Whatever.

Esse post não é um recado ou uma tentativa, é apenas um desabafo. Chateei-me e não importo com quens lerão. Só me deixem quietinha.

Comments are closed. Fechadinhos.

Há coisas inexplicáveis, mesmo aos amigos mais íntimos.

Em último caso, clicar na página de about e entender a função do blog.

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Dec 05 2007

Vem, 2008!

Published by puny under vidinha

Eu prometi a mim mesma não ficar tristinha ou lamentar-me. Não consegui.

Só acho engraçado como as coisas parecem ser de um jeito pra uns e de outro totalmente diferente pra outros. Pode ser que me auto-engane como ninguém e que os outros estejam sempre certos.

O que importa é que a tradicional campanha “vem, ano seguinte”! (re)começou nesse blog. Farei até etiqueta: VEM, 2008!

2007 foi muito cansativo, eu preciso de tranqüilidade. Eu sei, é o oposto do que eu pedia em 2006. As pessoas mudam.

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Nov 17 2007

Cortázar pra vocês

Published by puny under literatura

Nada sobre mim - mania que as pessoas têm de interpretar citações, querer que tenham relação com a vidinha quotidiana. Quero apenas provar que o cara é bom - como se precisasse de prova. Ok., também estou a preferir Borges, mas são diferentes. Os diálogos do cortázar parecem reais. Poderiam ter acontecido com qualquer um, exatamente dessa forma, com essas palavras e pausas.

E sou bobo principalmente, pode acreditar, porque me falta o que sobra em Juan: entusiasmo.

- Às vezes - comentou ela, baixando a cabeça - ele me parece tão menino ao teu lado.

- Um belo elogio - reconheceu Andrés passando levemente a mão pelos seus cabelos.

- Você merece - afirmou Clara..

- Não, não estou falando de mim.

- Ah.

[. . .] 4 páginas de supressão [. . .]

- Não creio que poderia me esquecer. Tudo está contra nós, Andrés.

Juan fazia sinais para eles enquanto ouvia o cronista. Olhando para o chão, Clara começou a andar pela galeria.

- É inútil e não te servirá de nada - murmurou com uma voz que a Andrés pareceu antiga, de quando ela lhe falava com esta voz. - Mas quero que saibas que sinto muito.

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Nov 07 2007

Diário de um homem genioso, ou, explicações para o comportamento de uma árvore.

Published by puny under literatura, vidinha

A literatura é muito explicativa. Graças a ela, aprendi muito sobre o comportamento humano.

Nos últimos tempos, entretanto, não havia lido nada tão didático e hilário quanto este conto do Tchekov: Diário de um Homem Genioso.

Cito:

“- Por favor, senhor Nicolas [. . .] - por que está tão triste? Por que se mantém tão calado?

Que jovem curiosa! De que iria falar com ela? Que tínhamos nós de comum? Procuro descobrir qualquer coisa acessível para sua inteligência… qualquer coisa de… banal… Depois de muito refletir comecei a falar:

- A destruição das florestas constitui um mal irremediável para a Rússia.

- Nicolas [. . ] dir-se-ia que deseja me castigar com seu silêncio… Como o seu sentimento não é correspondido quer sofrer em silêncio, sozinho! [. . .] Qual seria a sua resposta se a jovem a quem ama com tanto carinho lhe prometesse uma amizade eterna?

[. . .] não sei absolutamente o que dizer. Imaginem que, em primeiro lugar, não estou enamorado de ninguém; em seguida, de que me serviria uma amizade eterna; e, por fim, sou terrivelmente genioso.

[. . .]

- Nicolas, beije-me! - disse.

Fiquei totalmente confuso e não sabia o que responder. Ela repete o pedido. Nada a fazer! Levanto-me e beijo-a na face. Sinto a mesma sensação de minha infância, quando, na hora Réquiem, me obrigaram a beijar o rosto frio de minha avó morta.”

A questão da árvore é piada interníssima, não faz parte da obra em si.

Mocinhas: não se martirizem para compreender os mocinhos.
Não há nada a compreender. Desistam desses tipos. E riam.

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