Dec
09
2007
Adoro amigo secreto. A grana tá meio curta esse ano, mas participarei de todos a que fui convidada.
Quem detesta argumenta que sempre ganha presentes ruins, que não gosta de sair catando presentes pra pessoas que conhece pouco, etc. (In)felizmente, o problema dos reclamões acabou com uma modinha corriqueira: as listas. Em qualquer amigo secreto de 1,99 há uma lista de ‘eu quero ganhar…’. Ou seja: a brincadeira perdeu um pouco do sentido. Ficamos na obrigação de dar a pessoa o que ela pediu. Perdemos a chance de ganhar algo diferente, que nem sabíamos que precisávamos.
Eu, por exemplo, não usava agendas, achava-as desnecessárias. Graças a um bom amigo secreto, peguei o costume de utilizá-las.
Antes havia a diversão de imaginar o que ganharíamos de A ou B, o que daríamos pra C ou D (D, aquele que todo ano faz acra feia pros presentes!).
Parece-me que não faz mais diferença o quem-tira-quem: todos saem felizes e com coisas que comprariam para si mesmos.
Oct
13
2007

A cada propaganda uma tortura: mãããe, EU QUERO.
Pensei com meus botões: água + panelinhas + pia gigante = problema.
Não, Alice, tu não vais ganhar. Pelo menos não de mim.
Minha avó - a melhor compradora de presentes da minha infância - deu a ela o negócio ontem, pelo dia das crianças.
Suei frio, mas… presente comprado é presente entregue.
Não havia o que fazer.
Aliás, gostaria que alguém me explicasse o que faz as avós adivinharem exatamente o que os netos desejam ganhar - muitas vezes sem questioná-los a respeito. Acho que há uma mutação em quem se torna avó. Elas adquirem a capacidade de adivinhação e a de aporrinhação de mães assim que o netinho tem seu primeiro acesso de choro. Eu achava que elas adivinhavam presentes perfeitos pros netos apenas para implicar com as mães. Como todos sabem ou deveriam saber, para as avós, as mães estão sempre erradas, sempre educam mal os filhos e nunca os agradam de maneira suficiente.
Parêntese: em bisavós essa mania de implicar com mães é elevada ao quadrado
Dessa vez, minhas teorias foram por água abaixo.
A pia de plástico foi, apesar de tudo, uma boa aquisição. Antes ela usava a pia do banheiro e molhava a casa inteira pra “lavar a louça”. Agora ela resolve tudo em um lugar só. Claro, ainda há bagunça, mas está menos generalizada.
Só alguém com a experiência de educar filhos e netos pode saber o que é de fato um presente de grego ou não.