Jan
11
2008
Eu cansei de ler coisas “novas”, no sentido de não lidas por mim. Comprei uns Borges e Capote. Tenho diversos outros não lidos nas prateleiras e uma preguiça da “novidade”…
Isso que não leio nada mais recente - não é por birra, mas quem sequer terminou de ler os autores mortos que considera bons, como pode se aventurar a ler novatos que ainda produzem?
Os livros que releio são: contos do Fitzgerald (viciei), Bioy Casares, Machado de Assis e Madame Bovary - segunda tentativa de ler em francês.
Quando criança eu só relia - meus exemplares d’A Moreninha e d’A Viuvinha gastaram-se, coitados. Está na hora de voltar a ter esse prazer.
Dec
28
2007
Impossível escolher um só… Mesmo que eu leia pouco e as possibilidades sejam limitadas, não posso eleger o melhor.
Olhando pra miserável lista de livros lidos neste ano - apenas 26! - percebi que os meus autores do ano foram o Bioy Casares e o Fitzgerald. Difícil escolher o melhor deles. Apaixonei-me por todos os contos que li até agora de ambos, e me encantei com os romances que li dos dois.
As leituras mais importantes do ano, portanto, são os Contos do Fitzgerald - leitura que levo pra 2008, pois, como bem diz o Derbi (2007), é daqueles livros que provocam uma dorzinha progressiva conforme a mão esquerda vai segurando mais páginas que a direita. O romance do ano é a Invenção de Morel, e o poema do ano é… Bom, tive poema do ano no ano passado. Li pouquíssima poesia neste, portanto fico devendo. Já o teatro do ano deve ser Bem está o que bem acaba, peça menor do Shakespeare, por falta de qualquer outro teatro que eu tenha lido.
No ano que vem, dedicarei-me aos livros ainda menos do que gostaria. Biblioteconomia mata a leitura.
Dec
15
2007
O destino ainda não ajustara contas com ela - por enquanto. Recuara alguns passos e se escondera nas sombras, rangendo os dentes. Mas havia tempo de sobra. No entanto, quando Fifi caminhou pelo saguão, com o rosto refletindo suas novas esperanças e a ansiedade pela visita ao couturier, o próprio destino ficou na dúvida se, algum dia, chegaria a pegá-la de jeito.
Fitzgerald, F. Scott. A menina do hotel. In: ______. 24 Contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 341.
Nov
22
2007
Nas minhas leituras em pílulas deparei-me com excelente conto do Fitzgerald, chamado A Escada de Jacob.
O Jacob se voluntariou a levar a mocinha ao topo da carreira e a mostrar a ela o que era apaixonar-se por alguém. Ela não solicitou isso; ele se ofereceu e não pediu nada em troca. Mesmo assim, ela passou praticamente o conto todo querendo casar com ele. Uma espécie de “dever moral”. Ele fizera tanto por ela, eram tão amigos, ela tão grata… O Jacob sempre a recusou, até apaixonar-se por ela. Previsivelmente, quando era tarde demais.
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