Hoje, com muita valentia e coragem, fui a mais uma palestra.
Novehoradamanhã de sábado, no Teatro de Câmara na República.
Eu não lembrava mais quem era o palestrante e muito menos sobre que raios falaria. Esperava eu que não fosse algo muito sonolento, já que eu precisava trabalhar depois. O dia inteiro.
“O prof. N… falará sobre Platão e as Leis [. . .]“. Só faltei pular da cadeira de tanta alegria. Um assunto conhecido!
Já li sobre Platão [Popper, Karl. A Sociedade Aberta e seus Inimigos], então sabia o que esperar. Seria daquelas palestras que me dão nojinho dos seres humanos totalitários em geral. Logo no início ele disse que o Popper se deu ao trabalho de comparar o óbvio, ou seja, Platão com Marx, Comte, etc.
Aí me acalmei e pensei que não ouviria nada que não havia lido, mas com outra opinião.
E foi o que aconteceu. O professor passou a palestra toda falando de forma “não opinativa”, aparentemente.
Fizeram-lhe uma pergunta sobre o fato do Noçu Guia ter estudado pouco e ele disse que como professor não poderia expressar opinião.
Eu acho válido que professores e afins exponham suas opiniões, assim temos a certeza de que nada está “oculto” no discurso. Nunca conheci uma pessoa… isenta, então duvido de todos os que se dizem.
Entretanto, é só uma opinião minha.
Da Carla, neoliberalzinha, estudante de biblioteconomia, que não sabe de nada.
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