Dec
11
2007
Terceiro ano que as enfrento sozinha. Basta dar um “search: baratas” e vocês entenderão do que falo.
Estava eu a escrever um post sobre Blonde Redhead e a ouvir as musiquinhas quando resolvo ir ao banheiro. Acendo a luz, olho pra moça no meu tapete, ela me dá um sorriso. Recorde: em meio minuto gritei, coloquei sapatos de salto, peguei o veneno e as havaianas. Em dois segundos, a pobrezinha estava branca de veneno e tonta. Foi morrer em algum canto do banheiro. Fiquei ouvido-a se debater e, quando os barulhos cessaram, fiz uma barreira de veneno na porta do banheiro, voltei pro pc e escrevi isso aqui.
Afinal, quando eu vou aprender a não gritar e a agir como uma adulta nessas situações? Quando isso virará algo banal e não mais um motivo pra eu me açoitar por estar sozinha e etc., etc.?
Oct
31
2007
O azar está predominante nos últimos dias.
Segunda chovia sempre que eu colocava o pé pra fora e parava assim que eu entrava em algum lugar. Ontem tive um almoço desmarcado e colocaram na máquina de lavar roupas o que não deveriam ter posto. Quase perdi um compromisso importante. Minha unha descascou e o esmalte que eu queria usar terminou. Pintei as unhas a dez minutos de sair de casa. Claro que as unhas borraram. Pelo menos meu rímel é a prova d’água. Descobri um vazamento no banheiro e que ele seria consertado no dia seguinte.
Hoje acordei atrasada. Coloquei roupas pra lavar e tranquei meu dedo na tampa da máquina. Creio que foi vingança pelos socos que a pobre levou ontem. Na academia, usei justo a esteira que estava com um probleminha no botão de diminuir a velocidade. Ele não funcionava. E eu não sabia. Incrível como bate um desespero quando se está correndo por dez minutos, sem fôlego, e não há como diminuir a velocidade do negócio. Desliguei na marra e fiquei me segurando nas barrinhas. Detalhe: meu dedo continuava roxo e um pouco inchado. A mocinha apareceu nessa hora com um papel escrito “manutenção” e dizendo: “pois é, essa esteira estragou…”
Fui ao Zaffari e vi uma mocinha pegando o último Club Social de Ervas Finas que estava na prateleira. Justo o que eu queria.
Volto pra casa e descubro que a minha mãe mudou de idéia e fará orçamentos com outros pedreiros. Meu banheiro levará mais tempo pra ser arrumado que o previsto.
Morro de cólicas e não tenho chocolate algum em casa. Opa, isso não é azar. É incompetência.
Tudo o que parece azar é, na verdade, incompetência. Ou teimosia.
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Jul
28
2007
Isso não ecziste.
Ontem* recebi um punhado de amigos muy queridos. Entre idas e vindas, dez em um dia. Muita, mas muita louça.
Ou melhor: toda a louça da Casa da puny. Só que, como bem salientou a Ana quando me ofereceu ajuda, eu adoro lavar louça e todos sabem disso. Ou pelo menos deveriam saber, certo?
Assim que todos foram embora, eu reuni toda a louça na pia.
Por onde começar?, pensaria um amador.
Eu lhes digo por onde começar:
- pelo que quebra
- pelo que é mais delicado
- pela louça que mais pega ‘gosto’ de sabões e afins.
Isso mesmo, caros gafanhotos: copos. Lavei as taças e os copos de vidro.
O que vem a seguir? As canecas (servi chocolate quente). É preciso ter muito cuidado na hora de acondicioná-las em uma pia, para evitar quebras de asas (alças).
Na seqüência, os pratos de diversos tipos e tamanhos. Talheres (um pouco de água quente faz milagres) e, at last but not least, as panelas. Hoje (sim, escrevo esse post após terminar a louça), resolvi deixá-las para amanhã, posto que são só duas e que estou levemente cansada. Panelas precisam de força.
Atenção: antes de deixar um pouco de louça na pia pro dia seguinte, é bom tomar o cuidado de não deixar nenhum resto de comida e passar uma água quente. Evita a prenseça de seres indesejáveis na cozinha e facilita o trabalho.
*ontem para vocês, leitores. hoje, para mim que escrevo o post. Só o publicarei após corrigi-lo, no sábado.