Archive for July, 2008

Jul 31 2008

Visita ao Museu Iberê Camargo

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Estar semi-desempregada de férias tem suas vantagens. Hoje, por exemplo, ao invés de passar o dia rolando na cama e vendo episódios antigos de Weeds ou filmes bizarros do David Lynch, mexi meu traseiro gordinho até o Museu da Fundação Iberê Camargo.

Antes de chegar no Museu propriamente dito, parei e fiquei a olhar a vista:

Centro em miniatura

Centro em miniatura

Lembrei, com carinho, de todos os que deveriam estar trabalhando em escritórios fechados naquele momento. Poderia ser eu. Não era. Esqueci de todos e entrei no Museu.

Fiquei feliz por a entrada ser gratuita e patrocinada por gente bacana e capitalista como a Gerdau, Vonpar, etc., etc. (essa informação é importante e não achei em lugar nenhum nessa porcaria de internet: não precisar pagar pra entrar lá, ainda! aproveitem!).

Sobre as obras: repetitivas, mas interessantes. Cabe ressaltar a fixação do Iberê por carretéis e bicicletas. Quase um Luís XVI com suas fechaduras.

Cada um com suas fixações, né?

Cada um com suas fixações, né?

O que vale, mesmo, é visitar o museu propriamente dito. Se possível, faça o passeio com quem entende de arquitetura, pra explicar e te fazer enxergar as belezas e sutilezas do edifício.

Fotos bacanas vocês podem encontrar no flickr.
A localização é boa pela vista, mas péssima no quesito acessibilidade.

Ir, do centro, é fácil. Muitos ônibus passam ali em frente, como o Camaquã e o Assunção. O problema é a volta, que exige que se ande a pé um bocado por locais meio vazios e sem estrutura alguma.

Recomendo a visita.

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Jul 27 2008

Aniversários

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Nesse ano, a Alice não ganhou um post de aniversário por aqui. Não que ela não merecesse, é que nesse ano consegui passar o dia com ela e o blog anda às traças. Deixo aqui, então, o link do post do ano passado: http://www.enfim.org/2007/07/15/alice-nao-se-esqueca-do-nosso-amor/. Alice, não se esqueça do nosso amor: eu não esquecerei.

O meu aniversário chegará na terça, e quero fazer uma reavaliação. Sempre faço reavaliaçòes no ano novo e nas vésperas do meu aniversário. A filosofia do 43 things (what do you want to do with your life?) fica martelando na minha cabeça nessas épocas.

É uma das primeiras vezes em que reavalio e estou contente com os resultados.

Nos últimos seis meses, aprendi a ter autocontrole, a ser feliz sozinha, a ser feliz acompanhada, a me dar férias, a ser mais tolerante comigo mesma e a controlar meus nervos. Dei um rumo pra minha vida acadêmica, tenho alguns projetos na cabeça, estou lendo e assistindo a filmes com boa freqüência. Ainda consigo dar alguma atenção pras amigas mais chegadas e pra Alice. Gostaria, claro, de dar mais atenção ainda a cada uma dessas coisas, de quebra fazer algum exercício e escrever, escrever, escrever. Infelizmente, meus dias são curtos demais pra viver tudo isso de forma plena. Já aprendi a lidar com a falta dele, também, e isso é o mais importante: não me martirizo mais por ter pouco tempo. Faço o que posso de forma bem-feita, todo o resto que espere.

Comparando com julho do ano passado, posso afirmar com segurança que sou eu mesma de novo. Uma nova e melhorada Carla, mas que é ela mesma, e não um alterego qualquer.

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Jul 26 2008

QI x Religiosidade

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Discussão na comunidade da UFRGS: http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=23985&tid=5227031132591312958&na=1&nst=1

E a minha opinião a respeito, postada por lá:

[citando Russel]

“Não pretendo provar que Deus não existe. Tampouco posso provar que o Diabo seja uma ficção. É possível que exista o Deus cristão, assim como é possível que existam os deuses do Olimpo, do Egito antigo ou da Babilônia. Mas nenhuma dessas hipóteses é mais provável que a outra: residem fora da região do conhecimento provável e, portanto, não há razão para considerar qualquer uma delas.”

De onde se deduz que quem pensa a respeito de religião considera mais de uma hipótese.

Podem existir todos os deuses ou nenhum, ou apenas meia dúzia deles. Fica difícil crer cegamente em alguma religião quando se estuda as religiões de diversas épocas.

O que acontece é que quem reflete sobre o assunto de forma um pouco mais racional ou aceita que exista algo superior, mas de forma vaga, sem se ater a cultos religiosos específicos, ou não acredita em nada.

Muita gente com QI alto pode apenas ter escolhido NÃO refletir sobre o assunto, seguir a religião de seu povo e se ater a estudar, sei lá, golfinhos, séries temporais ou a vida dos índios no século XIX.

Há tempo eu me enquadro na categoria “melhor não pensar sobre religião”. Não acredito, deixo de acreditar, etc. Ensino “valores cristãos” (ame ao próximo como a ti mesmo, respeite pai e mãe…) para a Alice e não me incomodo que ela tenha aprendido a rezar na escola.

A bem da verdade, a religião não deveria ter a menor importância da vida das pessoas, bem como o Estado, a astronomia e as condições climáticas.

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Jul 18 2008

Vida offline

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Não eu não tivesse uma vidinha offline antes. Só acho que a muitos anos não a tinha como agora. As atividades e as relações pessoais estão me ocupando muito tempo — e isso é ótimo.

As férias, de uma semana, foram consumidas em longas sonecas na minha caminha. Recarreguei as baterias, refiz alguns balanços e conclui que, finalmente, estou no meu caminho certo. Todas as metas traçadas no ano passado, que podem ser resumidas a ’ser uma pessoa melhor’, estou conseguindo cumprir.

Infelizmente, para a Carla tornar-se uma pessoa melhor, o blog teve de sair dos planos por um tempo.

Não tenho pretensões de retomá-lo, tampouco de enterrá-lo de vez.

O grande problema é que praticamente nada do que tenho a dizer, ultimamente, é de interesse público.

Meus projetos pessoais e acadêmicos não dizem respeito a mais de meia dúzia de pessoas, já devidamente informadas.

Sim, continuo a ler algumas coisas (Divertimento, do Cortázar), reler muitas outras (livrinhos políticos) e, principalmente, assistir a muitos filmes — só entre ontem e hoje, assisti a Sindicato dos Ladrões, Dália Negra  (trash, heh), Dr. Jivago (muito bom, mas consumiu 4h da minha madrugada / manhã) e dois episódios antigos de Weeds.

O que acabou com o blog, na verdade, é que compartilho links e afins via Google Reader, falo da vida e tudo o mais no Twitter e pouco tempo na Internet. Falta assunto neste espaço, que seria de divagações maiores — inexistentes quando não sobra tempo pra colocar no papel o turbilhão de idéias.

Espero, mas duvido, que as coisas normalizem.

P.S.: não, não vou atualizar pro novo WP agora.

P.S. 2: só não votarei no Onyx pra prefeitura porque o DEMO está com o PP de vice. Sim, tenho um buraco eleitoral. Sim, eu continuarei a admitir meus votos em público mesmo que gere comentários do tipo: “é sério, mesmo?” e que seja contra a “lei”. Porque não sei se vocês sabem, mas nem tudo o que é Legal é Direito. (isso renderá um post que me trará o apelido de Olavinha de Carvalho. A paranóia aqui aumentou muito nos últimos meses. Estou prestes a fugir pra Austrália, sério).

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