Jun 13 2008
Falta de limites
Ontem estava eu assistindo ao vídeo do ato contra a Yeda e multinacionais e blá, blá, acompanhada do meu esquerdinha favorito. Tudo muito “lindo” e democrático, até que me surge uma desnaturada carregando um bebê de meses.
Eu disse: “pára, não quero ver. Um adulto, um adolescente, podem correr o risco que bem entenderem. Uma mãe não tem o DIREITO de expor seu bebê a um ato, pacífico ou não. Uma MÃE precisa proteger seu bebê em qualquer circunstância: bebês precisam de carinho e proteção e… VACA!” (diálogo nesse teor)
Resposta: “se ela tivesse com quem deixar…”
Contra-resposta: “com quem deixar???? não se leva bebê pra bar, quanto mais pra ato! Mãe tem que ficar EM CASA, cuidando do filho e…”
O Walter descreveu bem a minha indignação na Nova Corja: http://www.novacorja.org/?p=3807
O que eu vou fazer quanto a isso? O mínimo que uma cidadã pode fazer: ligar pro Conselho Tutelar. O problema é descobrir o nome da MONSTRA, mas dá-se um jeitinho…


Não fala mal das vacas :T
É impressionante como tem gente, hoje em dia, que se relaciona mal com a própria maternidade. Não é um fenômeno isolado, coisas assim acontecem muito!
eu pensava que matar os próprios filhos era um direito inalienável das mães… vc virou inimiga da liberdade?
As razões que levam as pessoas a participarem de atos são muito variadas; mas de uma coisa, eu tenho certeza: apenas uma parte ínfima delas é política.
Uma parte vai para pôr o seu grupo dissidente do PSTU em evidência; outros vão reivindicar aumento de salários - coisa que nada tem a ver com o ato contra o governo Yeda; outros ainda, vão protestar contra o eixo Lulla-Bush-Sarkozy-Hennemann - e se enquandram na mesma categoria do grupo anterior. Os estudantes vão porque tem excesso de testosterona e, em última análise, é extremamente divertido e excitante participar dessas manifestações - adrenalina a milhão.
E é por essa falta de comprometimento com os objetivos que os movimentos se esvaziam.