Jun 13 2008

Falta de limites

Published by puny at 14:43 under política

Ontem estava eu assistindo ao vídeo do ato contra a Yeda e multinacionais e blá, blá, acompanhada do meu esquerdinha favorito. Tudo muito “lindo” e democrático, até que me surge uma desnaturada carregando um bebê de meses.

Eu disse: “pára, não quero ver. Um adulto, um adolescente, podem correr o risco que bem entenderem. Uma mãe não tem o DIREITO de expor seu bebê a um ato, pacífico ou não. Uma MÃE precisa proteger seu bebê em qualquer circunstância: bebês precisam de carinho e proteção e… VACA!” (diálogo nesse teor)

Resposta: “se ela tivesse com quem deixar…”

Contra-resposta: “com quem deixar???? não se leva bebê pra bar, quanto mais pra ato! Mãe tem que ficar EM CASA, cuidando do filho e…”

O Walter descreveu bem a minha indignação na Nova Corja: http://www.novacorja.org/?p=3807

O que eu vou fazer quanto a isso? O mínimo que uma cidadã pode fazer: ligar pro Conselho Tutelar. O problema é descobrir o nome da MONSTRA, mas dá-se um jeitinho…

4 Responses to “Falta de limites”

  1. lilly on 13 Jun 2008 at 19:58

    Não fala mal das vacas :T

  2. Diego Viana on 15 Jun 2008 at 12:25

    É impressionante como tem gente, hoje em dia, que se relaciona mal com a própria maternidade. Não é um fenômeno isolado, coisas assim acontecem muito!

  3. w on 17 Jun 2008 at 17:00

    eu pensava que matar os próprios filhos era um direito inalienável das mães… vc virou inimiga da liberdade?

  4. Pato on 12 Jul 2008 at 19:45

    As razões que levam as pessoas a participarem de atos são muito variadas; mas de uma coisa, eu tenho certeza: apenas uma parte ínfima delas é política.

    Uma parte vai para pôr o seu grupo dissidente do PSTU em evidência; outros vão reivindicar aumento de salários - coisa que nada tem a ver com o ato contra o governo Yeda; outros ainda, vão protestar contra o eixo Lulla-Bush-Sarkozy-Hennemann - e se enquandram na mesma categoria do grupo anterior. Os estudantes vão porque tem excesso de testosterona e, em última análise, é extremamente divertido e excitante participar dessas manifestações - adrenalina a milhão.

    E é por essa falta de comprometimento com os objetivos que os movimentos se esvaziam.

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