Eu odeio admitir que estou cansada. Não cansada do tipo: dormi mal, minhas pernas doem, trabalhei demais hoje, etc. Disso tudo eu reclamo sempre, e demais, até.
Eu não gosto é de admitir que estou cansada do resto. Quem sempre está cansada é a minha mãe; estar sempre cansado da vida é irritante. Eu adoro a minha. Adoro estudar e estagiar/trabalhar e viver correndo. Não suportaria ser dona de casa em tempo integral, mesmo que chovesse dinheiro para isso.
Eu não me canso dos tênis cheios de areia, dos dias de chuva, das noites de sanduíches. Eu não me canso dos uniformes, nem de estudar ou de me preocupar. Eu não me canso de dizer não, de fazer contas pro mês comprido e dinheiro curto.
Só que, né, às vezes cansa, sim.
E eu me lembro do meu despertador matinal, a música mais irritante e a única que consegue me acordar ultimamente:
A primeira banda não ouvi nem pretendia; queria Pública, ou, no máximo, Cartolas. Gastei o tempo do primeiro show tentando encontrar conhecidos com cerveja excedente, já que pagar 7 reais estava fora de cogitação. Maldita inclusão digital, mas até que terminou ligeiro.
Esperei ansiosamente por Superguidis, ouvindo Strokes no intervalo. Divertidíssimo!
Eles começaram com Malevolosidade, o que achei ótimo, e foram alternando as novas com as antigas, passando por Véio Máximo, O Banana, e, a mais gritada e esperada: O Raio que o Parta. Agradeço a Sue e por todos os que estavam na frente do palco e que a pediram comigo, heh.
Eu já teria ido embora ao final do show deles, estava cansada e com sono.
Só que começou Pato Fu e foi tão legal, mas tão legal que eu não conseguiria ir embora, nem que me convocassem. Pulei muito com a Fernandinha cantando Mama Papá (lindinhha!), Eu, Tudo vai Ficar bem, Ring My Bell, Perdendo Dentes, etc., não necessariamente nessa mesma ordem.
Ao final, fomos para o Bells. Conseguimos a proeza de fechá-lo, sozinhas. Fotos bizarras de celular e etc. eu pretendo disponibilizar, um dia.