Jan 14 2008

Where’s my inflammatory writ?

Published by puny at 14:50 under literatura

Não é só a leitura o que me falta. Ultimamente não escrevo mais nada. Nem bilhetes. Meus posts, então… nem os comento: pobres, sem assunto e repetitivos. Relatos privados em moleskines? Preguiça. Continhos bizarros em folhas de fichário viraram raridade.

Será a mania de escrever em blogs e microblogs sobre assuntos banais que motivou a minha “morte” literária? Acho que esse costume mais incetiva que inibe a escrita.

Sugeriram-me que seria a falta de leitores: quem escreve para si não tem estímulo para continuar. Acontece que ninguém escreve, mesmo que diários, apenas para si mesmo. Parece uma contradição com o post sobre o ato de blogar, mas digo que escrevo o conteúdo que me apraz para os outros, o que difere de escrever e ninguém além do escritor tomar conhecimento. Agora eu não mostro meus escritos a ninguém, mas um dia alguém os encontra e poderá divertir-se com eles.

“Óh, ela quer deixar textos para a posteridade”. Nops, é vergonha da crítica, mesmo. Já basta-me a auto. Provável que seja ela a responsável pelo fim de minha inflammatory writ.

Edit:  post escrito originalmente na semana entre o natal e o ano novo. Não tem mais nada a ver agora, mas se eu adiasse muito ele perderia o sentido, de qualquer forma.

Ah, e descobri o que faltava pra voltar a escrever: discussão.

2 Responses to “Where’s my inflammatory writ?”

  1. Rafael Sanches (pancho) on 14 Jan 2008 at 20:15

    Bah, curti bastante o teu blog… tava procurando blogs com um conteudo parecido do meu dai encontrei te encontrei… ja to te lincando por lá viu, se quiser dar uma força e linkar aqui também eu agradeço… to começando agora né.
    Valeu

  2. melro on 15 Jan 2008 at 10:03

    A minha “morte literária” já dura mais de 10 anos. Mas tudo é uma questão de disciplina, estipular horários, essas coisas. Idéias? elas fluem naturalmente. Meu maior inimigo, além da preguiça mental, é o imediatismo que os dias de hoje nos oferecem nessa tão avançada sociedade de consumo, nos seduzindo e nos drogando, deixando-nos incapacitados de ver um pouco mais adiante. Outro inimigo poderoso é a ansiedade, filha da velocidade e do volume de informações as quais somos submetidos diariamente, nos fazendo querer fazer mil coisas ao mesmo tempo e no fim das contas, não conseguimos fazer nada, ou, no melhor dos casos, deixar tudo imcompleto e esquecido, com a promessa de terminar algum dia.

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