Agradeço a todos que tiveram paciência comigo. Assim não preciso listá-los, todos, vocês sabem quens são. Simplificando: teve paciência quem trocou mais de 3 frases comigo.
(A Alice, o Carlos, o Paulo H e a lilly foram os mais pacientes, creio)
- Vocês viram que a sony acha seu gadget mais sexy que bibliotecários? Tadinhos, não sabem que Bibliotecárias (e bibliotecários) são quentes. Ui.
- Saiu atualização de segurança pro WP, blá, blá, sachet, who cares? Façam, pro vosso bem e de seus rascunhos.
- Como eu não pensei nisso antes? Dá pra fazer um backup de uma conta google usando… uma conta do google! Já me aconteceu de não conseguir acessar a minha conta principal, mas a conta de spams (que uso pra cadastro em sites pouco confiáveis) continuar funcionando… Ficadica.
O que aprendi, usei, li, fiz de novo em 2007 - em palavras-chave
Twitter, Av. Paulista, filosofia, café da manhã na padaria, motel, quadrinhos, Te Dou um Dado, Sashiburi, Google Reader, sandra, Sushi Express, locadora da esquina, São Paulo, Weeds, notebook, academia, cozinha, arquivo, literatura norte-americana, Starbucks, manicure, grego, roupa social, maquiagem, unhas escuras, remember the milk, delicious library.
Impossível escolher um só… Mesmo que eu leia pouco e as possibilidades sejam limitadas, não posso eleger o melhor.
Olhando pra miserável lista de livros lidos neste ano - apenas 26! - percebi que os meus autores do ano foram o Bioy Casares e o Fitzgerald. Difícil escolher o melhor deles. Apaixonei-me por todos os contos que li até agora de ambos, e me encantei com os romances que li dos dois.
As leituras mais importantes do ano, portanto, são os Contos do Fitzgerald - leitura que levo pra 2008, pois, como bem diz o Derbi (2007), é daqueles livros que provocam uma dorzinha progressiva conforme a mão esquerda vai segurando mais páginas que a direita. O romance do ano é a Invenção de Morel, e o poema do ano é… Bom, tive poema do ano no ano passado. Li pouquíssima poesia neste, portanto fico devendo. Já o teatro do ano deve ser Bem está o que bem acaba, peça menor do Shakespeare, por falta de qualquer outro teatro que eu tenha lido.
No ano que vem, dedicarei-me aos livros ainda menos do que gostaria. Biblioteconomia mata a leitura.
Só que quando se é filha de pais separados e se tem uma filha e é separada, “A” família viram… 3. Quando, além disso, uma das famílias resolve brigar e se dividir, temos 4. Quatro são os lugares em que a Alice deveria estar hoje a noite. Eu, um pouco mais sortuda, precisaria estar em apenas três.
Até novembro estava decidido que passaríamos na casa da minha avó materna. Por mil pequenos motivos, mudamos de idéia e ficou acertado que passaria na casa da minha única tia paterna e que jantaria com a minha mãe no dia 25. O pai da Alice falou em Natal nessa semana - não sabia que ele dava importância à festa, posto que não é de família católica - mas eu já não podia cedê-la. As chantagens emocionais de ambos os lados estavam me sufocando e aparecer sem a Alice em qualquer uma das reuniões seria pecado mortal, jamais esquecido.
Blogar é colecionar links, fazer diarinho, tratar de assuntos relevantes na área…? Blog é ferramenta. Pode ser usado como o dono achar melhor.
Ultimamente estou zangada com o ato de blogar. Sinto-me pressionada a produzir “conteúdo relevante”, já que a “sociedade blogueira” cobra ou adsense com posts que atraiam salsinhas e pára-quedistas (conteúdo divertido) ou algo que vá salvar o mundo e as baleias, que contenha opinião e crítica.
E se eu não quiser disponibilizar conteúdo relevante (na opinião dos outros)? Se eu não quiser ganhar rios de dinheiro atraindo gente? Se eu não quiser manter conteúdo e temática lineares? Se eu quiser falar de futebol num dia e de unhas postiças no outro?
Vocês dirão que eu perderei visitas e leitores de feed. Há um ano eu escrevo abobrinhas em domínio próprio. Passei de 20 assinantes pra 40 nos últimos tempos. Não me orgulho (posto que é um número pequeno para padrões de adsense e SEO), tampouco me incomodo.
Só quero pedir desculpas a essas pessoas. Falhei miseravelmente na tarefa de ser blogueira.
Peço desculpas pelo tempo que vocês perdem comigo, mas não me arrependo das porcarias que escrevo. Continuarei a escrevê-las e publicá-las enquanto tiver vontade de pagar hospedagem e domínio. Só não quero mais preparar-me para escrever um post e pensar: “a ala que gosta disso não gostará daquilo. Quem assinou-me pelo assunto ‘a’ não vai ficar entediado por ler sobre ‘b’?” Irrita-me deveras ficar preocupada com os leitores. Eu sempre bloguei pra mim, mas aquele numerozinho do feedburner é ameaçador.
Quero saber de vocês o que preferem: migro o conteúdo “especializado’ e “direcionado” para blogs apropriados e deixo as abobrinhas somente para o enfim.org ou continuo a misturar biblioteconomia, literatura, música, política, futebol, religião, roupas de bolinhas e bobagens aleatórias em um só lugar?