Nov
17
2007
http://www.enfim.org/2006/12/26/eu-sabia/
Mudo apenas a última frase:
Definitivamente, dou a mínima importância pra coisas mínimas. Claro, meu bom coraçãozinho fica enternecido ao ler e presenciar certas cenas. Penso só que já vi esse filme e que por um lado, é bom; sou muito feliz de ser a Carla e sou muito orgulhosa das minhas escolhas. Cada vez mais fico com a sensação de que acertei, em cheio e na mosca. Infelizmente, nem todos os laços podem ser cortados.
Diria também que eu sinto muito por algumas pessoas. Duvido que mereçam o passado e o futuro que as aguarda. Aliás, se não observam com atenção o passado, merecem, sim, o futuro que as aguarda.
Eu (acho) que aprendi as minhas lições.
Nov
17
2007
- Mãe, já teve um bebê na tua barriga?
- Sim, filha. Tu.
- (ilumina-se) Eu?
- É!
- E como a gente sai daí de dentro?
- Ah, tem dois jeitos. A médica cortou a barriga da mãe e te tirou. Quer ver? (mostrei a cesárea)
- Ahhhh. E qual o outro jeito?
- Bom, do outro jeito o bebê sai sozinho.
- Sozinho?? Mãããe, eu quero sair sozinha!
Nov
17
2007
Nada sobre mim - mania que as pessoas têm de interpretar citações, querer que tenham relação com a vidinha quotidiana. Quero apenas provar que o cara é bom - como se precisasse de prova. Ok., também estou a preferir Borges, mas são diferentes. Os diálogos do cortázar parecem reais. Poderiam ter acontecido com qualquer um, exatamente dessa forma, com essas palavras e pausas.
E sou bobo principalmente, pode acreditar, porque me falta o que sobra em Juan: entusiasmo.
- Às vezes - comentou ela, baixando a cabeça - ele me parece tão menino ao teu lado.
- Um belo elogio - reconheceu Andrés passando levemente a mão pelos seus cabelos.
- Você merece - afirmou Clara..
- Não, não estou falando de mim.
- Ah.
[. . .] 4 páginas de supressão [. . .]
- Não creio que poderia me esquecer. Tudo está contra nós, Andrés.
Juan fazia sinais para eles enquanto ouvia o cronista. Olhando para o chão, Clara começou a andar pela galeria.
- É inútil e não te servirá de nada - murmurou com uma voz que a Andrés pareceu antiga, de quando ela lhe falava com esta voz. - Mas quero que saibas que sinto muito.
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