Archive for November 7th, 2007

Nov 07 2007

Saia de casa com uma ZONA dessas

Published by puny under política

Se os desocupados da CUT não gostam de TRABALHAR, não é um problema dos que precisam estudar, chegar no horário, dos que não podem fazer greve, etc.

Esperar 45 minutos numa parada de ônibus e resolver ir a pé pra faculdade num calor de 30°C e com pressão baixa é o fim.

Depois não sabem porque a população normal, que paga seus impostos e passagens de ônibus, é reacionária e contra manifestações.

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Nov 07 2007

Diário de um homem genioso, ou, explicações para o comportamento de uma árvore.

Published by puny under literatura, vidinha

A literatura é muito explicativa. Graças a ela, aprendi muito sobre o comportamento humano.

Nos últimos tempos, entretanto, não havia lido nada tão didático e hilário quanto este conto do Tchekov: Diário de um Homem Genioso.

Cito:

“- Por favor, senhor Nicolas [. . .] - por que está tão triste? Por que se mantém tão calado?

Que jovem curiosa! De que iria falar com ela? Que tínhamos nós de comum? Procuro descobrir qualquer coisa acessível para sua inteligência… qualquer coisa de… banal… Depois de muito refletir comecei a falar:

- A destruição das florestas constitui um mal irremediável para a Rússia.

- Nicolas [. . ] dir-se-ia que deseja me castigar com seu silêncio… Como o seu sentimento não é correspondido quer sofrer em silêncio, sozinho! [. . .] Qual seria a sua resposta se a jovem a quem ama com tanto carinho lhe prometesse uma amizade eterna?

[. . .] não sei absolutamente o que dizer. Imaginem que, em primeiro lugar, não estou enamorado de ninguém; em seguida, de que me serviria uma amizade eterna; e, por fim, sou terrivelmente genioso.

[. . .]

- Nicolas, beije-me! - disse.

Fiquei totalmente confuso e não sabia o que responder. Ela repete o pedido. Nada a fazer! Levanto-me e beijo-a na face. Sinto a mesma sensação de minha infância, quando, na hora Réquiem, me obrigaram a beijar o rosto frio de minha avó morta.”

A questão da árvore é piada interníssima, não faz parte da obra em si.

Mocinhas: não se martirizem para compreender os mocinhos.
Não há nada a compreender. Desistam desses tipos. E riam.

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