Oct 03 2007
Emma Zunz
Foi um dos contos que mais me chocou n’O Aleph. Fiquei contente ao descobrir que seria o conto da vez no Clube da Leitura e resolvi contribuir com meus dois centavos.
A minha frase favorita no conto é ” [. . .] porque a morte de seu pai era a única coisa que tinha sucedido no mundo e que continuaria sucedendo para sempre”.
Há os que querem acabar com o gerúndio. Ele pode muito bem ter um bom emprego, oras! Muitos escritores o provam.
Ah, não era esse o enfoque do post.
Voltando: mesmo uma ferrenha detratora do “olho por olho, dente por dente” consegue se compadecer da Emma. É preciso estar muito obcecada, como prova minha citação, para violentar-se daquela forma e matar um homem.
Acho esse conto muito veloz pro estilo Borges; poucas páginas, muita ação e objetividade. Surpreendeu-me positivamente por isso. Gosto muito do Sábato - contemporâneo, conterrâneo e “rival” do Borges - que escreve dessa forma como ninguém, então não havia como eu não gostar do conto.
Enfim, nenhum comentário sobre o conto supera o conto.
Parem de ler minhas abobrinhas e tenham uma boa leitura em português* ou espanhol.
* não gostei dessa tradução, recomendo a que segue na referência
BORGES, Jorge Luis. Emma Zunz. In: ______. O Aleph. São Paulo: Globo, 2001. p. 67.
P.S.: Antes que eu esqueça, quem corrigir minha referência que se rale, os elementos essenciais estão todos ali. A ordem que se dane, estou cansada e é só um post.
P.S. 2: É um clube de leitura, há outros posts sobre “Emma Zunz”:
Antecipo que são opiniões mais bem escritas e melhor fundamentadas que os meus parcos parágrafos.


Acho que a referência tá certa :P
Eu não curti muito os contos de Ficcções, exceto o que eu queria ler mesmo. Ou melhor, não conseguir ler inteiro os outros, muito parados e tal.
Este é certamente um dos melhores contos do Borges. Inclusive há (ou havia) um filmezinho feito em animação no Youtube deste conto, era bem feitinho por sinal. Dá uma busca.