Archive for October, 2007

Oct 31 2007

Azares

Published by puny under casa, vidinha

O azar está predominante nos últimos dias.

Segunda chovia sempre que eu colocava o pé pra fora e parava assim que eu entrava em algum lugar. Ontem tive um almoço desmarcado e colocaram na máquina de lavar roupas o que não deveriam ter posto. Quase perdi um compromisso importante. Minha unha descascou e o esmalte que eu queria usar terminou. Pintei as unhas a dez minutos de sair de casa. Claro que as unhas borraram. Pelo menos meu rímel é a prova d’água. Descobri um vazamento no banheiro e que ele seria consertado no dia seguinte.

Hoje acordei atrasada. Coloquei roupas pra lavar e tranquei meu dedo na tampa da máquina. Creio que foi vingança pelos socos que a pobre levou ontem. Na academia, usei justo a esteira que estava com um probleminha no botão de diminuir a velocidade. Ele não funcionava. E eu não sabia. Incrível como bate um desespero quando se está correndo por dez minutos, sem fôlego, e não há como diminuir a velocidade do negócio. Desliguei na marra e fiquei me segurando nas barrinhas. Detalhe: meu dedo continuava roxo e um pouco inchado. A mocinha apareceu nessa hora com um papel escrito “manutenção” e dizendo: “pois é, essa esteira estragou…”

Fui ao Zaffari e vi uma mocinha pegando o último Club Social de Ervas Finas que estava na prateleira. Justo o que eu queria.

Volto pra casa e descubro que a minha mãe mudou de idéia e fará orçamentos com outros pedreiros. Meu banheiro levará mais tempo pra ser arrumado que o previsto.

Morro de cólicas e não tenho chocolate algum em casa. Opa, isso não é azar. É incompetência.

Tudo o que parece azar é, na verdade, incompetência. Ou teimosia.
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Oct 27 2007

Updates

Published by puny under vidinha

O Enfim está paradinho por mil motivos. Os citáveis e mais importantes: falta de assunto e de tempo.

Confiram atualizações nos blogs em que colaboro: songsforthedumped e bibbabel.

O Twitter, que começo a crer que seja uma péssima idéia, tem atualizações no mínimo diárias.

Finalizo o post com uma citação:

MÃE DESNATURADA

— Mãe, você sabe fazer comida?
— Claro, filha. Eu já fiz comida pra você.
— Ah é? Eu não lembro.

Via conversas furtadas.

Ouvirei o mesmo em pouco tempo.

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Oct 22 2007

HotWords

Published by puny under blogosfera

A Guadalupe começou a discussão em uma das listas de mac que eu participo. Não há como desativar aqueles links de publicidade que começaram a se espalhar em diversos blogs e sites? Infelizmente, não há como.

Leitores de blog treinados raramente clicam em adsense, mas sempre seguem links no meio do texto.

Os espertinhos então colocaram links no próprio texto.

Disse a empresa, em resposta a um e-mail de usuário da lista, que

Pensando na melhor navegação dos internautas, desenvolvemos um (sic) política de
respeito ao usuário, de não ser invasivo (sic, sic, siiiiiic). Por isso limitamos o máximo de 3
palavras por texto e usamos o Mouse Over, onde o usuário tem o controle da
publicidade, só visualiza o anúncio ao deslizar o mouse por cima da palavra
linkada, só é impactado quando quiser (siiiiiiiiic, cansei de colocar ’sics’).

Quanto a presença ou não de HOTWords em determinada seção ou página depende
somente do administrador do site parceiro, pois é ele que implementa a
ferramenta, é ele quem decide onde vão aparecer.

(HOTWords, 2007, e-mail)

Então tá.

Eu sempre duvido de links. Quando esses começaram a aparecer - em cores diferentes dos links normais - desconfiei. Coloquei o mouse e observei a barrinha. Bingo, propaganda. Nunca cliquei. Treinei-me a observar os links assim como aprendi a não clicar em adsense.

Os marqueteiros de internet vão precisar comer muito feijão pra ganhar dinheiro comigo…
Minto: basta se tornarem meus amigos. Só clico nos adsense de conhecidos.

Particularmente, acho que quem usa essa ferramenta deveria explicar aos seus leitores que aqueles “links diferentes” são publicidade. Não custa nada e atrai simpatia à causa. Afinal, ninguém se opõe a dar uns dinheirinhos aos BONS blogueiros - especialmente sem gastar nada.

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Oct 21 2007

Livros, eca

Published by puny under vidinha

18h. Carla com sono, muito sono. Levanta-se da cama e resolve ver Heroes. Episódio 14 da primeira temporada. “Micah…” puf.
Tudo desliga.

Acabou-se a luz. Ninguém mandou assistir no pc, com um mac portátil disponível. Só tinha os episódios no pc, droga. Voltei pra cama e peguei… um livro. Deus, há dias eu não pegava um livro na mão. Minto, peguei mais de trinta só ontem. Ao mesmo tempo. Digo pegar um livro e ler. Ler com gosto. Por prazer e com vontade.

Eu gosto de ler.

Caramba, eu adoro ler.

Havia esquecido. Peguei raiva de livros. De comprá-los. De selecioná-los. De encontrá-los. De colocá-los no sistema. De saber seu assunto. De ler as resenhas.

Eu pensava em livros e ficava entediada. Entediada, não. Ficava pior.

Enojada é a palavra.

Como grávidas em determinada época ao pensar em homens. Como ao pensar em doces após comer muito num café colonial.

Eu, como nojo deles! Dos meus queridos!

Conselho: quem gosta de livros deve passar longe da biblioteconomia. Que fizeram comigo? Não consigo mais comer e ler pra não sujá-los. Tenho medo de estragá-los em ônibus e mochilas. Os prefácios me fazem bocejar. Que fizeram comigo?

A luz voltou. Larguei o Tchecov e voltei pro Heroes. Melhor ter cuidado pra não voltar a enjoar. Voltarei a lê-los um de cada vez, como alguém que sai de uma dieta forçada.

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Oct 21 2007

Seminário de filosofia 2

Published by puny under política, vidinha

Hoje, com muita valentia e coragem, fui a mais uma palestra.

Novehoradamanhã de sábado, no Teatro de Câmara na República.

Eu não lembrava mais quem era o palestrante e muito menos sobre que raios falaria. Esperava eu que não fosse algo muito sonolento, já que eu precisava trabalhar depois. O dia inteiro.

“O prof. N… falará sobre Platão e as Leis [. . .]“. Só faltei pular da cadeira de tanta alegria. Um assunto conhecido!

Já li sobre Platão [Popper, Karl. A Sociedade Aberta e seus Inimigos], então sabia o que esperar. Seria daquelas palestras que me dão nojinho dos seres humanos totalitários em geral. Logo no início ele disse que o Popper se deu ao trabalho de comparar o óbvio, ou seja, Platão com Marx, Comte, etc.

Aí me acalmei e pensei que não ouviria nada que não havia lido, mas com outra opinião.

E foi o que aconteceu. O professor passou a palestra toda falando de forma “não opinativa”, aparentemente.

Fizeram-lhe uma pergunta sobre o fato do Noçu Guia ter estudado pouco e ele disse que como professor não poderia expressar opinião.

Eu acho válido que professores e afins exponham suas opiniões, assim temos a certeza de que nada está “oculto” no discurso. Nunca conheci uma pessoa… isenta, então duvido de todos os que se dizem.

Entretanto, é só uma opinião minha.

Da Carla, neoliberalzinha, estudante de biblioteconomia, que não sabe de nada.

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Oct 18 2007

I know that /…

Published by puny under vidinha

Eu disse três dias? Três semanas? Rá.

Anotem: três anos. No mínimo.

Sem tags e/ou explicações.

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Oct 17 2007

I’ve got souvenirs but yesterday can’t mean too much

Published by puny under vidinha

Eu tenho um sério problema.

Não consigo controlar minha boca.

Não no sentido figurado do termo; eu sei calar. Só não sei segurar a minha boca.

Ela mexe.
Sozinha.

Faz um beicinho terrível quando sou contrariada, quando fico chateada ou pensativa.

O pior é que nunca vi o maldito beicinho. Não consigo imitá-lo no espelho. Ele é completamente involuntário.
Tampouco consigo desfazê-lo por minha conta. Preciso de muitas risadas e distrações pra que ele suma.

Nos últimos tempos ele está sempre por perto. Basta eu parar que ele aparece.

Ainda não sei se é uma questão de orgulho, de arrependimento ou de escolha.

Sei que ou ele sumirá por bem ou aprenderei a controlá-lo à força.

Prazo: três semanas. três dias. Não sei.

Edit: achei um bom título, logicamente não escrito por mim.

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Oct 17 2007

Quatre Étoiles

Published by puny under filmes

Quatre Étoiles
Ontem assisti à comédia Quatre Étoiles.
A história é nonsense ao extremo. Os tapas e gritos não fazem o menor sentido. A fixação da moça por um interesse afetivo que não havia me renderam muitas gargalhadas.

Aliás, quem não largaria toda uma vidinha pacata ao ganhar uma herança razoável? Pra ‘morar’ no Carlton? Eu o faria, sem dúvida, se fosse:

a) livre;
b) bonita;
c) ‘desimpedida’;
d) francesa.

[nonsense=on]As alíneas serão presença obrigatória em todos os meus posts, até eu internalizar a necessidade delas e dos recuos. [nonsense=off]

O legal da história é a mocinha fazer o que todos gostariam e ninguém tem coragem: deixar “tudo” pra trás - ela tinha apenas um namorado mala e um emprego - e tentar ser feliz. O enredo em si parece bobinho - e é bem clichê, admito. O diferencial está mesmo no inesperado de alguns trechos. Um passeio aparentemente romântico termina com um braço torcido, por exemplo.

Uma pena que esteja passando apenas no AeroGuion, que é muito longe.

Claro, relevei toda a minha moral e minha ética: o filme é apenas uma comédia. De discussões acirradas sobre valores já me basta a dor de cabeça que o Tropa de Elite causa.

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