Sep 24 2007
20:46
Eu ia escrever um post gigantesco sobre inconstância, ao que leio meus e-mails.
o motivo do desespero é irrelevante, diante do desespero que alimenta a si mesmo.
Fato, William. Mas não deveria. Absurdo haver desespero por motivos fúteis.
Eu, por exemplo, estou a sufocar desde que acordei.
Não só por ter ido mal na prova e estar cansada da maratona de relatórios de hoje.
A mocinha chata e volúvel quer constância.
Quer que o que digam numa semana, num dia, valha na outra, nos outros.
hmpf.
Quando o que eu digo não deve ser considerado por mais de dois minutos.
Quando o que eu ouço sobre constância me parece inverossímil.
Quem sou eu pra clamar por algo duvidoso?
Por que acreditar em A, que sempre deu-me provas pra duvidar, e duvidar de B, que desconheço?
2046 é o nome de um filme.
A hora em que a Alice nasceu.
Às 20h46min vou respirar fundo… e comer a comidinha da minha mãe, que é o melhor que faço.
Ah, sim.
Lembrei do filme pois
It was said that in 2046, nothing ever changed.
O filme é bem… não sei dizer. Esquisito. Assisti a ele por duas vezes: numa gostei, na outra nem tanto. Tudo depende do meu sono e dos meus valores diários.


Acho q a frase não ficou mto boa. Nos comentários do meu blog escrevi de modo diferente:
“o motivo do desespero é irrelevante [...] O que importa é que o desespero [...] alimenta a si mesmo até tornar irrelevante a sua causa inicial e ser ele próprio sua única razão de ser. O desespero se transforma num sistema autopoiético que absorve tudo na formação da sua estrutura.”
Ainda não estou satisfeito. Mas acordei às 3h para estudar para a prova e tenho de prepar um seminário, então não posso ficar esmerando as idéias agora.