Aug
29
2007
Eu escrevo um post, arrependo-me, deleto e meus leitores ficam sabendo da mesma forma.
Para sanar as curiosidades, informo que sou uma monstra por ter atirado um brinquedo da Alice contra a parede só por ela ter estragado um batom meu.
Não machuquei a mocinha fisicamente, jamais o faria, apenas destruí mais uma vez a minha forma de educação por exemplos.
Aug
27
2007
Eu perco as chaves de casa, eu perco o freio
e o pote de fichas de ônibus. Não estava cheio. Acredito que havia mais de trinta, das rosinhas. Motivos? Atraso pra uma aula. Raivinha do mundinho, distrações, ônibus perdido.
Paciência, o problema nem é esse. Trabalhei ontem no terrível e ideológico ENEM e tenho dinheiro pra comprar outro pacote.
O que dá mais… angústia é saber que esse tipo de coisa acontece, e, ao chegar em casa, não tenho pra quem contar o dia de mierda que eu tive, nem falar sobre a aula legal na ESEF, nem que a Loiva deitou no meio da biblioteca, nem a citação do mala do Tiago, nem que eu fui no CIT, cheguei no meio de uma festinha e revi a todos.
Eu gostaria de saber de onde tirei essa vontade de falar. Eu não era assim, nem virtualmente - acho.
Agora preciso soltar minhas chatices num blog a toda hora!
Pobres dos meus leitores.
nada de tags hoje. as do post anterior ficaram uma caca. indexei a tarde toda, mereço um desconto
Aug
27
2007
Já pensou em ler enquanto dirige? Eu não dirijo por n motivos. O principal - que nunca comentei com ninguém, por vergonha, hehe - é que eu perderia uns vinte minutos de leitura diária, no mínimo.
Depois dessa
Velocidade é a Chave do Sucesso, Caro Gafanhoto
Como você já deve ter notado, o tempo dedicado à leitura no trânsito não é dos maiores. Então o segredo aqui é ser rápido nas transições, assim como os triatletas quando mudam da natação para a bicicleta ou para a corrida. Não adianta ter vinte segundos para ler quando o sinal se fecha se você gasta dez para achar a página ou o parágrafo em que havia parado no sinal anterior.
acho que vou continuar a andar de ônibus. Nunca trocaria vinte minutos de leitura por míseros vinte segundos.
Via Alessandro Martins.
Aug
26
2007
Sempre fui mão de vaca e mão aberta ao mesmo tempo. Como assim? Economizo luz, telefone, comida (no dia-a-dia), entretenimento… Gasto com comida (nos finais de semana e com amigos), livros, calçados, roupas.
Cuido das minhas finanças há quase cinco anos. Não tiro férias desde que entrei na UFRGS. Um estágio atrás do outro, sem folga. Hoje, estreei uma nova modalidade de “loucuras da Carla por dinheiro”: trabalhar em concursos - sim, hoje é DOMINGO e me enfurnei numa sala pra cuidar de criaturas que faziam o ENEM.
Tudo isso pra eu poder viajar pra São Paulo num feriadão, dar a Alice o que ela precisa e merece - brinquedos, passeios, guloseimas, roupinhas - e, finalmente, comprar meu PowerBook, há tempo sonhado.
Dirão vocês que o que importa é aproveitar a vida, que devemos viver de uma forma mais light e não tão preocupada com consumismos…
E eu respoderei que aproveito minha vida por trabalhar e economizar. Só assim eu posso sair com meus amigos todos os finais de semana, sem me estressar em pegar ônibus ou depender de carona tarde da noite.
Acho que vale a pena.
Aug
23
2007
será falta de exercício? uma semana sem academia, já acostumei.
falta de atividades? hoje trabalhei e estudei o suficiente.
fome? comi o suficiente - incluam nisso meio pote de nutella.
ansiedade? nops, nenhum problema pendente.
evelin, como sempre, acertou na mosca: deve ser falta de oração.
Aug
22
2007
Mandei fazer uma porção de prateleiras pro quarto. Eu estava cansada de ver brinquedos empilhados e espalhados pelo chão.
Minto. Eu não mandei fazer nada.
Eu estava numa gripe do cão semana passada, dormindo debaixo das cobertas no meu quarto, quando um ser entra, sussurra e mede as paredes. Entre gritos roucos de “socorro, estão invadindo minha casa”, descobri minha mãe explicando que resolveu me dar um presente. Comentei sobre a minha febre e voltei pra cama.
À noite, aquilo parecia um sonho. Ou um bizonho pesadelo. Esqueci do assunto.
Lembrei-me da palhaçada quando a vaquinhamodeon estava aqui em casa, com sua patinha pra cima. Perguntei à mamãe se aquilo fora um sonho. Ela disse que era um sonho que se tornava realidade. Morri de medo.
Ontem elas chegaram. Fura parede aqui, fura parede ali, enfim resolveu-se tudo. Até que não foi má idéia tirar os brinquedos do chão e de baixo da cama.
Fiz a faxina geral que estava agendada há anos.
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Aug
20
2007
Catalogar pra quê, num sistema informatizado? O aleph deveria recuperar todas as malditas informações que eu acrescento na base, oras.
Se ele fizesse isso, seria como o Google, que te dá um monte de lixo.
Ok., mas então por que gasto horas acrescentando no sistema informações inúteis? Por que não preenchemos a planilha só com o que será recuperado?
…
Antes eu idolatrava a catalogação. Ainda é um serviço que realizo com o maior prazer. Mas fazer entrada principal e secundária num sistema automatizado não faz o menor sentido pra mim. Tornar um sistema redondinho uma simples transcrição do que está em papel é… ridículo e desnecessário.
Espero que os colegas me joguem pedras e me iluminem. Eu quero acreditar que há um sentido.
Aug
17
2007
Chego a casa e tenho três chamadas não atendidas. Ah, como amo o identificador de chamadas… Vó, mãe… 3308? Quem me ligou da UFRGS de tarde? Final 6000. Liguei de volta.
- Segurança Campus do Vale?
- Ahn… Boa noite, me ligaram desse número…
- Opa, eu não liguei pra senhora não!
- Mas, mas… o número tava aqui! 6000!
- Ah, é o telefone da central. A telefonista já foi, então direciona pra cá. Provavelmente alguém te ligou por fora e passou por ela antes.
- Hmmm…
Só que não há ninguém que precise me ligar do vale. De tarde. Que não tenha meu celular. Que não possa ligar direto pra fora.
Muito estranho.