Jul 26 2007
drops
Eu tenho um post pronto há uma semana; se eu publicasse na semana passada, pareceria recalque, hehe. Se eu publicá-lo hoje, parecerá recalque ainda. Enfim, enquanto eu existir e não souber lidar com números, parecerá recalque.
Mas juro que não se trata disso. Semana que vem haverá aqui um post sobre uma questão de concurso pra Bibliotecário. Já estão todos devidamente avisados.
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É reconfortante cuidar de uma criança e depois ouvir dela coisas como: quero te ajudar, eu entendo, etc.
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Eu preciso parar de ficar triste pelo que não foi feito pra mim. Quando eu aceitar de vez que nasci pra ser sozinha, as coisas ficarão mais fáceis. Eu já pensava assim antes e era feliz, a minha maneira, com isso. Só que sempre há algo pra estragar a minha calma. Não haverá mais. Voltarei a viver sem dessassossegos e, prometo: dessa vez nada nem ninguém vai tirar a minha paz.
Aliás, quanta posse nesse parágrafo. Mim, minha maneira, minha calma, minha paz. Porque algo precisa ser meu, nem que sejam os substantivos simples.
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Lembrei de algo que li há um tempo; não sei aonde estava escrito, se era prosa ou poesia, quem escreveu, nada. Sei que era uma mulher e que reclamava que não era autora da sua história. Ela dizia que só levava porrada e que, se fosse a autora da sua vida, escreveria uma história mais feliz. Lembro que era algo muito bonito e que me tocava profundamente, mas hoje eu discordo. De um modo geral, somos autores da nossa vidinha. Se a história está ruim e se só levamos porrada da vida, a culpa é nossa e de nossas escolhas equivocadas.
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Não colocarei tags específicas nessa miscelânea. Não dá pra indexar o que é vazio de sentido e confuso.
Eu, pelo menos, ainda não consigo.


primeiro, não acho nem vazio de sentido nem confuso. entendo perfeitamente isso que sentes.
quanto ao fato de se conformar, discordo, pois acho que todos têm e merecem alguém para amar, um companheiro, um chinelo torto, metade da laranja, como quiseres chamar. só talvez as pessoas estejam mais egoístas e menos dispostas a tentar um relacionamento, esperam que a vida seja cor-de-rosa, e ela tem muitos tons entre o preto e o branco. Mas tem cores também, que é o que vale a pena.
não sei o que estragou a tua calma, mas creio que não era calma nem tranqüilidade, pelo menos não verdadeira. Quando alcançamos esse estado, dificilmente nos abalamos. Decerto a tua inquietação estava inerte… A paz é fruto de muita dedicação, concentração e esforço. Ela não vem de graça. Estou atrás dela há muito tempo, espero que um dia encontrá-la. Assim como espero que um dia tu tb encontres.
talvez tu estejas em inferno astral, só um bad hair day. Ou uma semana, whatever. mas isso passa. e tens muitos motivos para ver o mundo colorido, não te atém nos poucos cinzas que sempre existem.
P.S. A Carol nos mostrou as fotos na terça. Ficaram lindas! :D
Ai que lindo o que a tua amiga Vanessa deixou pra ti! É isso aí mesmo!
De qualquer forma, a gente NUNCA vai ter certeza se fez a escolha mais adequada dentre as infinitas possibilidades que a vida nos apresenta cotidianamente. Há um script, mas também há a intuição. Esta ponte eu sei que tu permite que se estabeleça entre ti e os teus.
Wake up! …e manda ver lindona! ;*
Acabei de aceitar teu desafio (por comentário) dos 5 livros… Medo.
Se a gente soubesse de antemão qual a escolha mais acertada, a vida não teria a mínima graça. Viver é arriscar-se :)
Sim, viver é arriscar-se. Só que existem escolhas racionais e as nem tanto assim, certo? Mais ou menos o que o Träsel falou no post dele no martelada: as escolhas trazem conseqüências e nós não podemos nos eximir delas.
É a isso que me refiro quando falo em escolhas de vida: se a vida está uma porcaria, se só há violência, se somos infelizes, é em conseqüência de decisões nossas, não por acaso ou por alguém que esteja a escrever a nossa vida por nós.
Claro que escolher entre um loiro e um moreno é uma escolha arriscada e não temos como saber de antemão com qual daria mais certo, hehe, mas (in)felizmente não é meu caso :P
O que eu posso escolher, no momento, é ou enfurnar-me em casa e deixar que a depressão tome conta ou sair e dar-me uns tapas na cara até isso passar.
Eu posso voltar a ser o que eu era há um ano atrás ou eu posso crescer e virar uma pessoa melhor. Mas é difícil escolher. Eu sei o que é certo, só que executar é complicado.
Resposta gigante, me desculpe!
Acordei, sim, Lisi! Eu acho…
;***
obrigada, Vanessa!
não sei se era calma, paz, tranqüilidade o que eu tinha.
mas pelo menos era uma rotina, um tudo-igual-sem-surpresas.
eu espero que tu encontres logo a paz, a calma. tu mereces e te esforças, sabe? eu te admiro muito em função disso - não só em função disso: sempre digo pra fê e pra todo mundo o quanto eu sou feliz por tu existir na vida da alice e na do wei.
já eu sou mais esquentada, mais inquieta. ainda tenho muito o que aprender até chegar lá. mas um dia, quem sabe?
e o que sempre me anima é que essa sensação ruim toda uma hora passa.
Acho que entendi melhor. Ou não :P
Não se trata tanto de ter que fazer escolhas, e sim de conhecer os caminhos possíveis e não necessariamente optar pelo mais seguro, mas por conta da emoção, de algo que não é totalmente controlável (porque, na prática, sabemos em tese quais os caminhos que parecem mais adequados) - é algo assim? Ou me perdi mais ainda no assunto? :P
O melhor sempre é crescer, mesmo que seja através da dor.