Jul 24 2007
Lancheria do parque, domingo de tarde…
Eis que apareceu um sujeito vendendo algo pro pessoal da mesa em frente. O Daniel começou a rir e disse: é o sujeito da Bíblia pornô.
BÍBLIA PORNÔ?
- Carla, espera ele chegar aqui que tu vai entender.
Veio a nossa mesa um senhor aparentemente normal, com uns livrinhos na mão.
Muito risonho, ofereceu-me um sobre macumbas (?).
O Daniel pediu: nah, mostra o da Bíblia pornô pra ela.
O sujeito o corrigiu, dizendo que respeitava muito a Bíblia e que tinha feito apenas uma interpretação erótica (?!???) dela.
E gargalhava!
Eu, que posso até não ser crente mas respeito todas as religiões, fiquei com uma cara de espanto medonha.
A criatura passou então a me mostrar poesias dentro de origamis. Tentei saber o conteúdo deles, o assunto das poesias… sem sucesso: o sujeito a cada hora dizia uma coisa.
Agradeci a ele e não quis comprar nada, óbvio.
Com a minha negativa em adquirir um dos produtos, o distinto senhor criticou-me por não gastar com… CULTURA!
Eu duvido que ele ou qualquer um dos seus clientes gaste mais em cultura que eu!!!
Desisto dessa cidade, é um absurdo atrás do outro. Quando não há alguém vendendo absurdos, há alguém fazendo algo absurdo. Como a mendiga dançando pelada em frente ao bell’s, com adolescentes ensandecidos em volta a tirar fotos e a filmar.
A demência não tem limites.

