Jul 01 2007
Como não ser…
Depois do divertidíssimo Como não ser uma mãe perfeita, que trata de esclarecer às pobres mães de primeira viagem que todas passam por problemas semelhantes e que não há livro de auto-ajuda que resolva o fato de que temos de ser mães em tempo integral, descubro que a mesma autora escreveu Como não criar um filho perfeito, em que ela trata de educação.
Tenho minhas opiniões bem formadas sobre o assunto, entretanto, acredito que sempre podemos aprender um pouquinho mais com as experiências alheias.
Educar é a tarefa mais complexa que pode existir, especialmente depois de inventarem a psicologia, a pedagogia e a psicopedagogia. No tempo da minha avó não havia essas frescuras: todos apanhavam e todos sobreviveram. Já ameacei com palmadas, mas nunca as utilizei de fato. Lembro de bater na mãozinha dela quando tentou mexer em algo perigoso, mas fora apenas um reflexo materno.
A Alice é educada por mim com uma palavra: não. E ela significa exatamente isso: não. Não não é “talvez”, não não é “se eu insistir eu posso”. Não é não - mas um não não basta. Procuro fazê-la perceber que a atitude que o motivou é errada. Afinal, eu não estarei sempre presente para dizer “não! isso é errado.” Mesmo que estivesse; eu sou humana e cometo muitos erros. Preciso ensiná-la a perceber sozinha o que é errado. Claro, há o certo, há o errado e há algo entre uma coisa e outra. Só que isso eu não posso ensinar, nem a ela nem a ninguém. Aprende-se na prática.


eu tomo como exemplo minha afilhada. “não” para ela é “sim”. minha irmã se preocupa tanto com as psicologias, pedagogias e afins, que nunca dá palmadas nem nada do gênero. resultado? minha afilhada faz o q quer com ela. não acho que tem q espancar a criança, mas umas palmadas bem dadas quando se faz algo errado, são muito educativas. a prova disso somos nós que estamos vivos, apesar de todas as palmadas e chineladas…
:P
educar realmente não é fácil. acho que a melhor maneira é explicando os motivos do não. meu sobrinho também entende um não, mas faz muita manha, principalmente quando a minha avó está por perto, pois ela mima-o demais. só há crianças que realmente são difíceis. não condeno quem dá uma palmada, já tomei muitos petelecos quando era criança (eu e meu irmão) e ninguém é traumatizado. E também conheço gente que nunca ouviu um não ou tomou um tapa que anda perdido pelo caminho… uma pena.
quando os meus dois eram pequenos, levaram algumas palmadas. normalmente, uma ou duas, depois de devidamente alertados (duas vezes) para as consequencias dos atos criminosos e, óbvio, depois de não darem ouvidos às admoestações. isso durou até aos nove anos do bruno e seis da luli - as caçulas sempre se dão bem: economizou três anos de palmadas nessa. se eu fosse contar, acho que as vezes em que eu “disciplinei” os delinquentes foram muito poucas. meu objetivo era fazer perceber que toda ação traz uma consequencia embutida: hoje um beijo ou uma palmada, amanhã um prêmio ou prisão. acho que consegui, mas todo pai é um ser iludido.