Archive for June, 2007

Jun 07 2007

Vou acampar na reitoria

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Como assim, meia dúzia de gatos pingados pede ações afirmativas (cotas raciais), um RU pra UM curso, garantia de não-fechamento do DACOM, CEABI e diaboaquatro e a reitoria baixa a cabeça? Vou acampar na reitoria por ser contra as cotas, contra mais gastos públicos e contra a pseudo-representação estudantil.

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Jun 06 2007

Post-it

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Estava no meu passeio rotineiro na casa do papel e adjacências, olhando quinquilharias de papaleria. Tudo parecia normal, i.e., caro, até que vi na prateleira de post-its um de cor sem-graça.

Pra quê um troço desses, quase branco? Todos sabem que post-its precisam ser chamativos e… me aproximei da gôndola com esses pensamentos. Constatei, com certa indignação, que era um post-it feito de papel reciclável (o mais clarinho da figura abaixo)!

Há tempos os bobotecários que se preocupam com a conservação de livros reclamam da colinha dos post-its. Dizem que ela estraga papéis, que ela faz mal, que o livro se desintegrará em poucos meses. Bom, eu sou uma futura bobotecária despreocupada com as gerações futuras e os anos vindouros; acredito que um pouquinho de cola não mata nenhum clássico da literatura.

Aliás, se o que colegas afirmam for verdadeiro e suas caras de horror ao me ver colar um post-it no meio de um livro têm mesmo sentido, começarei a colar post-its em todas as porcarias que encontrar nas livrarias e bibliotecas. Imagina se a moda pega? Desfazimento nunca mais, basta colar um post-it e o livro some, deixando apenas o código de barras!

Tudo isso pra dizer que a post-it gasta energias e fundos com a maldita reciclagem ao invés de pensar em soluções menos agressivas para o adesivo, problema mais relevante*.

Eu os considero a melhor invenção para bibliotecários, apesar do pequeno defeito. O usuário deixa de escrever diretamente no livro, não usa as orelhas para marcar página… Tudo isso é muito pior para a conservação do material que um pouco de cola, causadora, talvez, de um problema em uma folinha… O papel pode ficar mais ácido/básico/cheiodebolinhas/esquisito, mas não será afetado imediatamente. Mesmo assim, com a tecnologia existente e o dinheiro empregado em malditos post-its recicláveis, acredito que a 3m poderia pensar um pouquinho no caso e desenvolver uma colinha que não agrida os livros, posto que eles são muito mais importantes que um bando de eucaliptos.

E viva o suporte eletrônico, que não gera essas discussões chatas.

*Para não horrorizá-los com a minha maldosa opinião anti-verdinhos, eu tenho uma desculpa ecologicamente perfeita: a reciclagem gasta MUITA água. Sim, essa mesma que vocês insistem em dizer que acabará em quinze minutos. Na prática, não vale a pena poupar um punhado de eucaliptos (sim, eucaliptos, as pragas daninhas) e gastar muitos litros do precioso líquido. Certo?

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Jun 04 2007

Liguem o aquecimento!

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Com o frio que faz em Porto Alegre e no Brasil nas últimas semanas, extremo para um mês de maio/início de junho, eu me pergunto: há mesmo um aquecimento global? Em caso afirmativo, sou a primeira a comemorar. Sem ele, estaríamos numa era glacial - e não estou a fazer graça.

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Jun 03 2007

Desistam

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Jornalismo não dá dinheiro no Brasil. Revistas não se sustentam apenas com publicidade e assinaturas, elas são sempre insuficientes. As de esquerda (Bundas), as de direita (Primeira Leitura), todas as que são independentes de grandes editoras duram pouco. Seria diferente com a Internet? Não, claro que não.

Eu poderia cair na obviedade e culpar a falta de cultura dos brasileiros, xingar o Estado, a mãe, o capitalismo… Apesar das políticas públicas, das bibliotecas e dos pockets, os brasileiros não lêem. Quando o fazem, auto ajuda e o Paul Rabbit. Jornal? Revista? Diário Gaúcho, Tititi e Caras não têm motivos para reclamações financeiras. A culpa é de quem? Dazelite? O que a zelite mais gostaria é que seus jornais e revistas favoritos não fechassem e que seus livros fossem mais em conta. Se houvesse maior consumo, certamente isso ocorreria.

Não sei quem são os culpados, se eles existem. Creio que ninguém possa afirmar nada a respeito sem cair em achismos e ideologias.

O que eu afirmo com segurança é que a leitura em geral é um problema para os moradores da banânia, não só o jornalismo. Por isso o NoMínimo corre o risco de deixar de existir.

Sinto muito, mas desistam. Há algo de errado com os habitantes do nosso país e não há nada que possamos fazer.

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Jun 03 2007

Fragmentos sobre Memória

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Escrevi recentemente um maldito memorial. Ficou uma porcaria gigantesca. Há, porém, alguns fragmentos da introdução e da conclusão que merecem ser compartilhados:

Sábato (1961, p.1) trata do assunto de forma assaz interessante, quando afirma por meio de uma personagem paranóica o seguinte:

Embora nem o diabo saiba o que e porque deve a gente recordar. Na realidade, sempre achei não existir memória coletiva, o que talvez seja uma forma de defesa da espécie humana. A frase “todo tempo passado foi melhor” não indica que antes sucederam coisas menos ruins, mas apenas que - felizmente - as esquecemos. Logo, semelhante frase não tem validade universal; eu, por exemplo, caracterizo-me por recordar preferentemente os acontecimentos nefastos e assim quase que poderia dizer que “todo o tempo passado foi pior”, quando nada porque o presente me parece tão horrível quanto o passado; [. . .] a memória é para mim como uma temerosa luz que alumia um sórdido museu de vergonhas.

Creio que essa questão, na verdade, seja apenas terminológica. O que eu chamaria de evocação de fatos que aconteceram a antepassados ou à coletividade outros chamam de memória coletiva.

[. . .]

Acreditava que lembraria fidedignamente de grande parte da minha vida e que a analisaria com um olhar maduro, de quem já viveu e aprendeu com ela. Percebo agora porque sou uma pessoa tão irracional; não aprendi absolutamente nada. Não consigo olhar minha vida e analisá-la friamente. [. . .] Entretanto, não mudaria nada se tivesse a oportunidade de voltar.

Além disso, acredito que minhas lembranças contêm grandes imprecisões. Afinal, a memória, como bem descreveu Pomian, (2000, p. 508), “É sempre imperfeita, porque o passado não pode, em circunstância alguma, ser simplesmente restituído na íntegra, e toda a reconstrução é marcada pela dúvida.” Tanto a memória é marcada pela dúvida que muitas vezes as pessoas confundem-se entre fatos e histórias, lendas, literatura, como no texto “O Cervante de Goiás”, em que o entrevistado mistura fatos com passagens literárias. Sim, é possível saber quando alguém está mentido ao confrontar relatos de outras pessoas e obervando registros como datas e afins. Entretanto, disse-me um amigo que não existem fatos, apenas interpretações. Começo a concordar com ele agora. As nossas memórias são tão mutáveis que estão sempre sujeitas a reavaliações e a interpretações diversas. Não que o relator das memórias seja um mentiroso; ele apenas percebe os acontecimentos através de suas próprias interpretações da realidade, que podem muito bem ser distorcidas se comparadas com outras vivências.

Como confiar no que foi escrito, se tudo é escrito por pessoas, sujeitas a interpretações e falhas?  Não há como falar na memória dita coletiva sem mencionar a questão fonte. Mas isso fica pra outro post.

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Jun 02 2007

As decisões de Morel

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Atenção: contém spoiles sobre o livro A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares.

Não leste e quer lê-lo? Não clique no link abaixo.

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Jun 01 2007

Ainda não ouvi, ainda não baixei

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Mas baixem o Icky Thump, novo cd do White Stripes recém-vazado, antes que seja tarde e suma dos torrents e emules da vida.

Sugestão: http://www.unicyclist.com/forums/showthread.php?p=811251

(o torrent daquele link NÃO funciona, maldita rede fechada oink)

A música Icky Thump eu sei que é boa, já ouvi e tudo o mais. Estou com uma superespectativa para o resto do cd. Veremos.

Edit: pra uma primeira audição, ótimo! Um chuchu, hehehe. Achei mais pesadinho que o GBMS, mas ainda não analisei com calma. Posts melhores sobre o assunto? Provavelmente o Marcus falará algo a respeito, já que ele é mais fã de W.S. que a blogueira que vos escreve.

(ok, não é que seja mais fã, ele simplesmente fala mais e melhor sobre a dupla)

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Jun 01 2007

CIT boa noite!

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Ai, já é o último dia… Sentirei falta de vocês, pessoal. Tenho tanto a agradecer a esse povinho… Que só pessoalmente, mesmo. Sempre tão meiguinhos em despedidas, aniversários, comemorações… Ó meu cartãozinho de tchau:

A propósito: só a Luana pra me fazer tão bonitinha, hahahaha.

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