Jun
30
2007
Pode ser tarde, mas faço questão de deixar minha opinião a respeito. UNIVERSIDADES devem ser centros de EXCELÊNCIA, não um local pra fazer proselitismo, distribuição de renda, apologia ao racismo, essas coisas que os 30% de cotas reservados a egressos de escolas públicas, negros e índios trazem a partir do próximo vestibular.
Corre pela rádio-corredor que, caso as cotas não fossem aprovadas, o governo federal diminuiria as verbas e blá, blá. TERRORISMO. Se a universidade é federal o governo tem de sustentá-la e ponto.
Ah! Além das cotas, ainda querem acabar com a cobrança de cursos de especialização. Ou seja, menos dinheiro pra Administração, por exemplo, que fez maravilhas para a graduação com o dinheiro da pós-paga.
Sim, a universidade deveria ser públicagratuitaedequalidade. Só que as variáveis são excludentes. Se é pública e gratuita não pode ser de qualidade. Aliás, gratuita pra quem? Muitos contribuem e nem todos entram. Ainda se entrassem todos por mérito e se a Universidade fosse um centro de excelência, pareceria um pouco menos ofensivo.
Jun
28
2007
Eu havia comentado sobre a possibilidade de ocorrerem… Espero que tudo volte ao normal em breve.
O que verdadeiramente importa já está aqui: comentários e textos.
Update: tudo voltou ao normal. Perdi meu blogroll e adotei uma solução porquinha: minha tag “blog” no del.icio.us virou meu blogroll. Se estiver faltando alguém, grite e eu favorito. Ah, sim, os motivos: mudei de hospedagem.
Jun
26
2007
Se tu queres apertar o botão publicar… DON’T!
Antes de fazê-lo, pense!
Li umas dicas muito interessantes na blogosfera internacional sobre o que fazer antes de publicar um post. Algumas até são relevantes, outras nem tanto. Acredito que qualquer coisa a ser publicada na internet, a ser dita ou a ser escrita, deve ser PENSADA. Sei que sou uma péssima seguidora dessa filosofia, mas é o único “segredo” para escrever bem, para se comunicar bem. Pensar.
- pense sobre o conteúdo;
- pense sobre a ortografia;
- pense sobre a concordância;
- pense sobre o layout: aquele monte de tralhas, de fontes coloridas e de luzes piscantes é realmente necessário?
- pense nos leitores: o título está claro? ele pode decepcionar um pára-quedista do google? As tags facilitam a recuperação da informação?
- pense nas conseqüências: o post pode vir a ofender a associação das formigas islandesas?
- pense no objetivo do blog: conhecer pessoas, expor opiniões, falar de futebol? Mantenha um tema ou a ausência dele. Seja firme em seus propósitos.
- pense que ganhar dinheiro com blog é conseqüência, não objetivo. Adianta pensar em mil estratégias, usar um “read more” em cada post e só copiar o que há em outros lugares? Não, não adianta. Fujo de blogs assim. Sou fiel leitora dos blogs de vidinhas de pessoas, dos de política, dos de futebol, dos de literatura, dos de inovações em TI, dos de biblioteconomia, dos de chimpanzés alpinistas, dos de lulas gigantes, mas não, não gosto daqueles que só copiam e não acrescentam nada.
- pára de pensar e publica de uma vez, especialmente se estiveres sufocando.
Nada mais desestressante que apertar o botão publicar e não pensar em nada.
Jun
25
2007
Videocast com assuntos acadêmicos? RSS de buscas em grandes portais de pesquisa, que informam os últimos artigos sobre os assuntos escolhidos? Busca inteligente, operada por humanos?
Grandes portais acadêmicos relevantes, blogs de profissionais, blá, blá, blá. Precisamos aprender a utilizar todas essas novas ferramentas e explorar todas as possibilidades que surgiram nos últimos dois anos.
Há alguma importância o tal do gopher? Ok, num passado distante, havia. Se há maneiras mais simples e populares de buscar informação,se há tanta tecnologia nova e pouco explorada, para quê complicar a vida dos usuários e dos profissionais da informação?
A biblioteconomia ainda não compreendeu a Internet.
Jun
24
2007
Eu sou muito desorganizada. Começo projetos sem o menor planejamento, não prevejo os problemas, não me preocupo com todos os aspectos envolvidos, essas coisas. Achei uma ferramenta muito boa para me ajudar nesse tipo de situação: backpack.
Dá pra fazer listas, colocar notas, adicionar arquivos, imagens, tudo. Ok, arquivos, imagens e calendário são opções que dependem de pagamento, mas enfim: fica bem bonitinho e prático.
É possível compartilhar com algumas pessoas ou tornar pública determinada página.
Estou programando umas mudanças na minha casa. Vocês podem acompanhar tudo aqui: http://puny.backpackit.com/pub/1127302
Jun
22
2007
Todos dizemos que a vida influencia a literatura e todas as outras artes, o que parece óbvio.
Só que as palavras são tão pesadas, tão significativas, que o inverso ocorre com certa freqüência. A vida imita a literatura descaradamente. Todos sabem qauntos jovens se mataram inspirados no emo do Werther. Mas não ocorre só uma influência mental.
Dizendo de outra forma: o que escrevemos e como escrevemos influencia na nossa vida de forma fantástica, até. Funciona como um oráculo. Não que tudo o que tu escrevas se torne realidade, mas digamos que o que escrevemos acaba por, de certa forma, “chamar” fatalidades e outros acontecimentos. Talvez por ser mais fácil exprimir nossos desejos sob a forma de ficção, não sei.
Essa é a ‘tese’ do livro Noite do Oráculo, citada abaixo.
Eu, apesar de não achá-la mais um absurdo, ainda chamo tudo de coincidência ou influência (agimos de forma x porque escrevemos e pensamos a respeito antes).
Jun
20
2007
Leio muitos contos, paralelamente aos romances. Adoro os dois gêneros (subgêneros?), cada um tem suas vantagens. Andei enfeitiçada por Borges e Bioy Casares, mas nenhum deles escreveu um final tão bom (que eu tenha lido e que tenha me marcado) quanto o Fitzgerald em O diamante do tamanho do Ritz, p. 60:
- Que agradável ser louco!
- É o que dizem - disse John, melancólico. - Eu não sei mais. De qualquer maneira, vamos nos amar por um tempo, por um ano ou mais, você e eu. É uma forma de embriaguez divina que todos podemos experimentar. No mundo inteiro, há apenas diamantes, diamantes e talvez a pobre dádiva da desilusão. Bem, eu tenho essa última, e farei o de sempre com ela: nada. - Sentiu um calafrio. - Levante a gola, garotinha, a noite está muito fria, e você pode pegar uma pneumonia. Foi um grande pecado a invenção da consciência. Vamos perdê-la por algumas horas.
Então, enrolando-se no cobertor, caiu no sono.
Não ousei ler o restante do pocket ainda. Nem continuar Sobre heróis e tumbas. Depois dessa, preciso respirar por uma semana, em silêncio.
FITZGERALD, Francis Scott. O diamante do tamanho do ritz seguido de Bernice corta o cabelo e O palácio de gelo. Porto Alegre: L&PM, 2006.