May 17 2007
Sobre tumbas

Considero-me cética em excesso. Mesmo ao ver, duvido. Tudo pode ser um truque. Tampouco acredito em assombrações. Nunca senti-me incomodada em cemitérios, por exemplo. Entretato, confesso que trabalhar olhando pra um cemitério não é algo muito confortável no início.
Demorei a perceber que aqueles imensos prédios brancos são um depósito de alminhas. Ainda bem. Antes, ria a tarde inteira. Não que não o faça agora. Só que assim que dei-me por conta, quando não havia Loiva por perto, entre um registro e outro, me perdia em devaneios.
As cruzinhas sempre me lembravam que a vidinha é curta. Como se dissessem: aproveita! Tu és a próxima, aproveita! Em outras ocasiões, pareciam dizer: tanto faz, beibe. Aproveitando ou não, passamos como o rio. Melhor passar sem desassossegos.
Hoje não me importo mais, até acho graça. A Loiva acaba de comentar sobre o quão sossegada é a vizinhança. Eles não fazem barulho, não fedem como as cascavéis e seus ratinhos…
Alt+Tab CDS/ISIS (WinIsis):
title: Evaluation of current derivative spectrophotometric methodology for the determination of percent carboxyhemoglobin saturation in postmortem blood samples
Fico feliz por existirem pessoas que se preocupam com análise toxicológica enquanto eu divago ouvindo Belle & Sebastian, hahahaha - todos os agradecimentos a senhorita Lisi.


haeiueahiauehaehaeiaeheaiuaeae
e estudar do lado de um cemitério?
bela vista pra fazer uma prova…
:P
Eu não tenho problemas com cemitérios, mas sim com hospitais. Tenho pavor de hospital, acho que a doença é bem pior que a morte. E acho que sim, aproveita, a vida é curta. Beijos.