Apr 25 2007
Trabalhos forçados
Odeio ir pro Vale. ODEIO. Quer dizer, eu odeio entrar lá. A entrada me lembra um cemitério. Aquele verde todo…
Eu sempre sinto uma angústia do cão ao entrar lá. Como se fosse meu cortejo fúnebre, enfim. Mas desço do ônibus e passa, como mágica. As pessoas são mais agradáveis, há mais opções de compras (revistas, farmácia), de bibliotecas e de lugares pra comer que na FABICO. Por isso peguei o costume de almoçar num restaurante bem bacana, por kg, que tem por lá. Eu me sento, escuto musiquinhas, termino a refeição, leio em paz, fumo um cigarro, tomo um expresso… nada disso é possível com decência na FABICO.
Além disso, ir pro Vale é bom porque vejo e revejo pessoas. Ok, algumas eu não gostaria de encontrar, como aconteceu há algumas semanas, mas outras coincidências são bem-vindas., por exemplo: adorei ouvir a Simone falar sobre a dissertação dela (preciso marcar um café com essa guria!), encontrar a Lê (precisamos marcar um cinema!) e o esbarrão rápido que dei hoje no Cesar, cara muito legal que não via há séculos.
Enfim, eu pretendo esquecer que a entrada de lá parece um cemitério e aproveitar melhor meu período na Sibéria.
Os amigos que estão por lá e quiserem companhia pra almoços e colóquios, me encontrarão às segundas e quartas a um toque no celular.

