Archive for April 14th, 2007

Apr 14 2007

Published by puny under sem classificação

Hoje levei a Alice e a kei pra uma bandinha no MIX. Pode parecer um post à la querido diário, mas juro que a intenção é outra; quero falar sobre como os filhos crescem e ficam temperamentais.

Antes, íamos pra lá de carrinho. Ela até resmungava um pouco, mas era divertido. Nessa época, comprei o pufe que hoje ela chama carinhosamente de cama de elástica, por exemplo. Dávamos voltas, passeávamos, eu comprava camisetas, fazíamos um lanchinho… eu imaginava como seria bom quando ela caminhasse e fosse comigo pela mão.

Pobre mãe enganada… Agora que ela é uma mocinha e caminha muitíssimo bem, conseguimos ficar por lá cerca de quinze minutos. Tempo de eu encontrar a beatnik e comprar pilhas de presilhas de cabelo pra ela.

Depois de 300 pedidos de colo e mãe, quero coca, quero ir pra casa, quero meu piano, eu finalmente desisti e fui pra casa.

No meio do caminho:

- Mãe, a kei ficou? Eu quero ir pra lááááááááááááá.

Isso é pra vocês, amiguinhos, não dizerem que eu não avisei. Filhos são meigos e ótimos, mas existe o outro lado também.

Edit: como bem mostra esse vídeo.  Só que há uma solução alternativa: a mágica palavra não, dita desde o nascimento, pode fazer milagres e impedir a situação retratada.

3 responses so far

Apr 14 2007

“Se Deus não existe, então tudo é permitido”

Published by puny under sem classificação

Eu não sei se Deus existe ou não. Ter esse conhecimento seria indiferente a mim agora. Eu já não posso mais deixar de pecar; sou humana! Alguém poderia me ensinar a fórmula para deixar de ficar mais cinco minutinhos na cama? Ou uma maneira de eu não me entupir de chocolates e docinhos? Pois é, tudo isso é falta grave; preguiça e gula.

Claro, existem os mais graves. Talvez eu os cometa, não sei. Eu não prestava atenção às aulas da catequese, parei na gula e na preguiça… Não sei se Deus existe e nem pretendo saber. Mesmo que Deus exista, eu acredito piamente no nada. Não há céu ou inferno. Há somente a terra, e ela é muito cruel.

A mim, para evitar o tudo é permitido, basta ter a certeza de que meus atos terão conseqüências. As conseqüências de meus atos já são um castigo - se divino ou não eu não sei. Sei que funciona. Se eu for muito preguiçosa, não irei a lugar algum na faculdade e serei demitida do estágio. Se eu comer muitos chocolates, terei dor de barriga.

Dirão vocês que o castigo nem sempre vem. Citam o cara de Match Point, filme perfeito, crime perfeito.

Na minha opinião, ele foi devidamente castigado. Perdeu para sempre a lindinha da Scarlett (Nola), matou o próprio filho, é esposo daquela chata… e sente-se culpado. Não pode haver castigo pior. A cadeia o livraria dos pensamentos que o atormentavam, pois ele já se sentiria punido.

A culpa é um ótimo castigo. Só que ela só existe se sentimos que fazemos mal a alguém.

2 responses so far