Archive for April 8th, 2007

Apr 08 2007

Encher lingüiça nunca mais

Published by puny under sem classificação

Vocês não verão mais nesse humilde blogue letras de música e vídeos do youtube. Ok, eu não colocava pra encher lingüiça como diz o título, mas bem parecia.

Eu e a dona .julia criamos um blog só para as musiquinhas que tenham a ver com a nossa vidinha; tristes, alegres, corações partidos e meiguices afins. Visitem o Songs for the dumped e sugiram contribuições. Provável que eu não atenda a nenhuma. A Julia é mais compreensiva que eu*, peçam a ela.

* se a chamam de carrasca em fóruns a fora, não queiram me ver em ação.

3 responses so far

Apr 08 2007

Published by puny under sem classificação

Estava com saudades de ler romances. Não romances românticos; falo da forma, néscios. Conto, novela, romance, certo? Contos são ótimos, sucintos e bacaninhas. Só que neles inexiste o apego às personagens. Podemos ler diversos contos; apenas alguns ficarão na memória por seu enredo e afins… Só que, a menos que o nome da personagem tenha alguma relevância para o conto, não nos recordamos de seu nome, de seus trejeitos, nem da fisionomia imaginada. Romances são mais recordáveis; gastamos mais tempo na leitura e no penso. Por mais que eu leia um romance no ônibus, a leitura é mais cuidadosa que a de um conto. “Mesmo se o livro for ruim?”, perguntarão vocês. Justamente, dos piores lembramos mais e a ciência explica: por um processo evolutivo, tendemos a guardar melhor as lembranças ruins. O motivo? Dizem que é pra evitarmos que a experiência desagradável se repita. Eu, por exemplo, jamais voltarei a pegar Iracema. Não consigo passar da primeira página.

Escrevo a respeito por ter encerrado no feriado a leitura de “Pais e Filhos”. Terminei o livro e continuo a conviver com as criaturas em minha mente, especialmente o Arcádio. Tinha aqueles pensamentozinhos niilistas por conta da influência do Bazaróv e de sua cabeça vazia. Continuou com a cabeça vazia. Identifiquei-me com ele, rá. Sim, tenho poucas convicções e acredito, a princípio, em tudo o que falam. Pensar dá preguiça, oras. Discutir sem embasamento é mais prático e mais divertido.

2 responses so far