Mar 26 2007
Histórias fantásticas
Quando li Diálogos entre Borges e Sabato fiquei muito curiosa sobre um cara que apareceu na conversa: Adolfo Bioy Casares.
Em um passeio pela Cultura, apareceu-me repentinamente uma pilha de livros lindamente encadernados, que apresentavam em letras garrafais a palavra BIOY.
Pensei: um deles é meu. Comprei e comecei a lê-lo, por supuesto. O início é fantástico, realmente. Povoado de contos excelentes. Perto do final, identifiquei um ou dois contos muito desestimulantes. Dei-me uma pausa de leituras semana passada. Finalmente, hoje tomei coragem e terminei a leitura.
Gostei deveras do autor e já peguei outro livro dele na UFRGS. Especialmente por ele ser do tipo fantástico, mas bem realista. Nada de fantástico em excesso e contos sucintos, como o que eu identifico de ruim nos piores contos do Borges. Entretanto, são dois autores incomparáveis. Não devemos comparar amigos, é falta de educação e respeito, haha.
Também não posso compará-lo ao Cortázar. Digamos que falta um pouco de verborragia, ainda bem.
Se eu precisasse colocá-los numa reta, o Bioy ficaria exatamente no centro. O Sabato estaria de fora por ser totalmente diferente desses três.
Enfim, cansei-me dos argentinos, volto aos russos por um tempo.
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Eu consegui terminar dois dos livros da minha pilha na mesa de cabeceira. Agora restam 3. Um José Luís Peixoto pela metade. Um livro de autoajuda que ganhei de aniversário, também pela metade. E um Balzac não iniciado.
[...] contrário do que ela afirmou, eu ainda prefiro Borges a Bioy Casares. E o motivo que me faz afirmar isto é o mesmo [...]