Mar 19 2007

Amém

Published by puny at 22:46 under sem classificação

Chuva, não pára de chover em Porto Alegre.

Mochila pesada, viagem cansativa.

Passo em frente às Dores. Hmm, ouvi dizer que a reforma está indo bem. Há tempos não entro, e a Igreja é tão bonita… Subi os degraus. Sim, usei a escada da FRENTE. Ao chegar, desliguei a Sue e observei a moça que, pacientemente, fazia algo na parede. Realmente, fizeram milagre com as paredes. Há uma lenda que diz que as Dores nunca ficará pronta e tal. Acredito piamente, já que desde que me conheço por gente ela passa por reformas.

Enfim, peguei informações sobre batismo e rezei um pouco com as senhoras de cabelos brancos, que insistiram para isso. Eu cheguei a me sentir envergonhada:  a certa altura, misturava pai-nossos e ave-marias. Ninguém percebeu, afinal, eu fiz o favor de rezar baixinho. Aproveitei também pra questionar a Sra. Maria e todos eles sobre os meus pecados. Ou eles me disseram, ou conclui por mim mesma que pecadores todos somos, sem exceções.

Iremos todos para o mesmo lugar. Caso ocorra o contrário, será a prova de que Deus é brasileiro.

7 Responses to “Amém”

  1. Vica on 20 Mar 2007 at 11:03

    Desde que eu me conheço por gente as Dores está sempre em reforma… não acabará nunca. Eu queria casar lá, já que fui batizada ali, e ali também fiz minha primeira comunhão… mas o padre disse que só farão casamentos novamente quando a reforma terminar. Ou seja: NEVER!

  2. puny on 20 Mar 2007 at 11:15

    Realmente, Vica…
    Como sempre fui dorense (aluna do Colégio), invariavelmente tínhamos festa de pais, mães, dia da vó, dia do sei-lá-o-quê na Igreja das Dores. Também fiz a primeira comunhão por lá, batizado, tudo o mais. Não consigo imaginá-la sem andaimes dentro e/ou fora!
    Contavam no colégio a seguinte lenda:
    um escravo que trabalhava na construção da igreja foi acusado injustamente por furto e condenado à morte. Pois antes de morrer o mocinho rogou a praga: essa igreja nunca ficará pronta.
    Eis que nunca ficou, mesmo. Logo que a inauguraram já precisava de reformas e é assim desde sempre.

  3. marcus on 20 Mar 2007 at 13:00

    A RBS filmou esta lenda para um daqueles especiais de Histórias Extraordinárias, se não me engano.

  4. marcus on 20 Mar 2007 at 13:01

    Neste .doc há uma referência a este episódio. Confiram no final da página 65.

    Edição da moderadora, com o trecho em questão:

    O segundo episódio também teve o roteiro e direção de Hique Montanari e a direção de fotografia de Fernando Vanelli.
    Foi ao ar no dia 24 de Novembro, sendo que a primeira estória teve a narração de Carlos Cunha e chamava-se “As torres malditas”, cuja narrativa conta a maldição que um escravo lançou sobre a Igreja das Dores, cuja construção nunca iria acabar. Para esta estória foi entrevistado o historiador Luiz Roberto Lopez.

  5. Vica on 20 Mar 2007 at 17:19

    Ai, tu estudou nas Dores?? Eu fiz todo primeiro grau lá, do Jardim A à Oitava Série… (há muitos anos atrás, saí de lá em 1992, putz!!!) odiava aquele colégio… tipo, não o prédio, mas sei lá, as pessoas… o prédio do colégio eu acho lindo de morrer.
    Responde à minha enquete no meu blog? Beijos.

  6. puny on 20 Mar 2007 at 17:49

    Estudei lá da primeira série ao terceiro ano.
    Uma vida lá dentro. Nem me fale das paredes, como sinto falta… As pessoas? Bom, algumas ficaram.
    Outras…

    P.S.: terei de pensar BASTANTE sobre a enquete…

  7. Vica on 20 Mar 2007 at 19:44

    Pense bastante e me dê boas sugestões, ok? Beijos…

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