Mar 19 2007
Amém
Chuva, não pára de chover em Porto Alegre.
Mochila pesada, viagem cansativa.
Passo em frente às Dores. Hmm, ouvi dizer que a reforma está indo bem. Há tempos não entro, e a Igreja é tão bonita… Subi os degraus. Sim, usei a escada da FRENTE. Ao chegar, desliguei a Sue e observei a moça que, pacientemente, fazia algo na parede. Realmente, fizeram milagre com as paredes. Há uma lenda que diz que as Dores nunca ficará pronta e tal. Acredito piamente, já que desde que me conheço por gente ela passa por reformas.
Enfim, peguei informações sobre batismo e rezei um pouco com as senhoras de cabelos brancos, que insistiram para isso. Eu cheguei a me sentir envergonhada: a certa altura, misturava pai-nossos e ave-marias. Ninguém percebeu, afinal, eu fiz o favor de rezar baixinho. Aproveitei também pra questionar a Sra. Maria e todos eles sobre os meus pecados. Ou eles me disseram, ou conclui por mim mesma que pecadores todos somos, sem exceções.
Iremos todos para o mesmo lugar. Caso ocorra o contrário, será a prova de que Deus é brasileiro.


Desde que eu me conheço por gente as Dores está sempre em reforma… não acabará nunca. Eu queria casar lá, já que fui batizada ali, e ali também fiz minha primeira comunhão… mas o padre disse que só farão casamentos novamente quando a reforma terminar. Ou seja: NEVER!
Realmente, Vica…
Como sempre fui dorense (aluna do Colégio), invariavelmente tínhamos festa de pais, mães, dia da vó, dia do sei-lá-o-quê na Igreja das Dores. Também fiz a primeira comunhão por lá, batizado, tudo o mais. Não consigo imaginá-la sem andaimes dentro e/ou fora!
Contavam no colégio a seguinte lenda:
um escravo que trabalhava na construção da igreja foi acusado injustamente por furto e condenado à morte. Pois antes de morrer o mocinho rogou a praga: essa igreja nunca ficará pronta.
Eis que nunca ficou, mesmo. Logo que a inauguraram já precisava de reformas e é assim desde sempre.
A RBS filmou esta lenda para um daqueles especiais de Histórias Extraordinárias, se não me engano.
Neste .doc há uma referência a este episódio. Confiram no final da página 65.
Edição da moderadora, com o trecho em questão:
O segundo episódio também teve o roteiro e direção de Hique Montanari e a direção de fotografia de Fernando Vanelli.
Foi ao ar no dia 24 de Novembro, sendo que a primeira estória teve a narração de Carlos Cunha e chamava-se “As torres malditas”, cuja narrativa conta a maldição que um escravo lançou sobre a Igreja das Dores, cuja construção nunca iria acabar. Para esta estória foi entrevistado o historiador Luiz Roberto Lopez.
Ai, tu estudou nas Dores?? Eu fiz todo primeiro grau lá, do Jardim A à Oitava Série… (há muitos anos atrás, saí de lá em 1992, putz!!!) odiava aquele colégio… tipo, não o prédio, mas sei lá, as pessoas… o prédio do colégio eu acho lindo de morrer.
Responde à minha enquete no meu blog? Beijos.
Estudei lá da primeira série ao terceiro ano.
Uma vida lá dentro. Nem me fale das paredes, como sinto falta… As pessoas? Bom, algumas ficaram.
Outras…
P.S.: terei de pensar BASTANTE sobre a enquete…
Pense bastante e me dê boas sugestões, ok? Beijos…