Feb
25
2007
Há dez aninhos eu passeava feliz. Conheci um pouco a Bélgica, uma cidadezinha alemã, e, o que mais me encantou, Paris.
Na verdade é mais pelo choque: parece que foi ontem, ó clichê vagabundo. Minha garganta ainda dói, mas não cheguei àquela febre doentia. Aliás, acho que estou tuberculosa - mas isso é coisa pra outro post. A Genê, quem diria?, saiu da minha vidinha e hoje está de volta. Não, eu não uso mais aparelho. Ainda deixo de fazer os deveres, só não há mãe a ser chamada nem Maribel pra ir em seu lugar.
Espero voltar em dez anos. Nem que seja por uma semana, rá. Sonhar não custa.
Fonte da imagem: Robert Doisneau.
Feb
25
2007
Resolvi assistir a uma maratona de episódios de Gilmore Girls hoje, e o 6×20 chamou muito a minha atenção, por mostrar o início da relação Lorelai e April, filha do Lucke. A menina estava de aniversário e ao pobre pai não estava conseguindo organizar a festinha sozinho. Ele pedira à Lor que mantivesse distância do relacionamentos deles, mas pediu socorro. Ela ajudou e a festinha foi fantástica, digna de Lorelai Gilmore.
A mãe da April, Anna, quando descobriu, foi colocar o dedo na cara do Lucke e alegou que não conhecia a Lor. Pois a Lor foi até a loja dela e as duas conversaram. Anna disse que não gostaria que a April se relacionasse com ela pois eles são apenas noivos, podem se separar e ela deseja estabilidade pra filha, que nunca apresentou seus namorados à filha, essas coisas.
Eu pensava como a Anna há dois minutos atrás: que deve-se evitar apresentar namorados para os filhos, especialmente quando se acredita que durará pouco. Eu, particularmente, nunca tive reservas quanto ao outro lado; sei que ele busca relacionamentos duradouros e consegue. Já eu sou instável e duvido que algum namorinho meu vá longe.
Aí me dei conta de tudo o que eu perderia se meus pais tivesse agido assim, como a Anna sugere à Lor. Minha personalidade seria outra: eu aprendi a lidar com perdas, com a instabilidade, aprendi que relacionamentos não são perfeitos e não duram pra sempre.
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