Archive for January 27th, 2007

Jan 27 2007

Graaaaaande Gatsby

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Terminei a obra do Scott Fitzgerald.

Como no Último Magnata, o início é calmo e dá sono. Tu passas a esperar nada do livro. Aí sucedem-se acontecimentos bizarros e o livro termina. Vale MUITO a leitura, mas precisa de uma certa paciência do leitor. Precisa passar pelas 60 páginas iniciais que dizem nada, para depois ler algo original! Sim, eu leio muito e certas coisas já são previsíveis. Nada é mais previsível pra mim em certos autores que… o anti-clímax.

Costumo dizer que existem três tipos de autores: os que prometem um final e te entregam o combinado, os que prometem um final e o escrevem ao contrário ou te entregam um livro sem final, e os que não te prometem absolutamente nada e te presenteiam com algo inesperado no final. Os escritores medíocres costumam agir da primeira forma; só me lembro de um livro em que o final está no começo e mesmo assim a leitura é muito boa (não, claro que não falo do Tempo e o Vento) : “Bastará decir que soy Juan Pablo Castel, el pintor que mató a a María Iribarne [. . .]“. Não darei a referência por ser desnecessária. Os medianos usam da segunda, alguns excelentes escritores também o fazem - creio que o Cortázar por vezes utiliza esse recurso, aquele mala do Guimarães Rosa o utiliza à exaustão, e por aí vai. Odeio livros sem final, mas o Jogo da Amarelinha - Rayuela, para os íntimos ;p - não tem exatamente um final e eu gosto bastante. Os últimos são os melhores e mais raros. Ficas tu com uma impressão excelente de um livro assim: puxa, eu não esperava nada e era uma história fantástica. Contos que começam e nos levam ao inesperado sei de muitos; auto-estrada sul, casa tomada, carta a uma senhorita em paris, todos esses do Cortázar. Num livro isso é mais raro - normalmente um leitor treinado sabe do final antes de chegar na metade. Quando vou até o final sem saber como o livro vai terminar, ou quando acho algo e me engano de fato, fico muito feliz.

Por isso gostei do Grande Gatsby. Recomendo.

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Jan 27 2007

Ditado

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Não achei meu moleskine, mas achei um bloquinho dos tempos do unificado.

Prontos pra escrever?

Então vamos lá:

1 - azia                                                       6 - encharcar

2 - concessões                                          7 - devassa

3 - fútil                                                       8 - azuizinhos

4 - hesitar                                                  9 - chuchu

5 - sucinto                                                 10 - ojeriza

Muito bem, jovens. Quem acertou as dez? Só isso? Nossa!

Quem errou só uma?

E quem ficou nas duas do regulamento? Muito bem.

Esse ditado foi muito fácil, seus débeis!

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Jan 27 2007

Moral

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Não esqueçam do meu café.

Nem dos meus livros e cigarros.

Não esqueçam de ligar em caso de intoxicação. Não passem trotes pra Fê, ela fica chateada. Não passem trotes pela manhã, a menina surta na hora do parabéns, deve surtar com quem passa trotes também. Passar trotes é errado. Seria como encher alguém de expectativas e depois frustrá-las. Não temos controle sobre as expectativas que criamos nos outros. E já passou, já passou. Quem sabe. Antes eu sonhava, agora já não durmo, essas coisas.

Há coisas que não se faz. Outras devemos fazer, pois não podemos recusar o que nos é oferecido e… Eu que não sou boba de dizer não ao que me faz mal e me faz bem ao mesmo tempo; por exemplo, café e cigarros. Ofereçam-me café, cigarros e chocolates e os aceitarei, apesar de fazerem mal. Pois me fazem bem, certo? Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Creio que seja São Paulo aos Coríntios. Enquanto convier, farei, certo? Certo. Como convém - cafés, cigarros, chocolates.

Exemplo de algo que não se deve fazer: uma tempestade por um objeto perdido. Eu prometi que não falaria mais do meu moleskine aqui, mas os duendes têm só até segunda e até agora eles não me devolveram.

Duendes, devolvam meu bloquinho, minha sanidade mental, meus isqueiros e meu guarda-chuvas. Obrigada.

Continuando… Creio que seja muito errado desobedecer aos pais. C’est qui m’enmmerde plus que… Enfim, me irrita mais que sei-lá-o-quê. Bom, cansei de escrever sobre tudo isso, passemos à literatura no post acima. Estará mais interessante que esse, eu garanto.

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Jan 27 2007

Inspira, respira

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 - Oi, como vai?

- Tudo bem e contigo?

Foi mais fácil e mais indolor que o esperado.

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