Jan 22 2007
Crônica de uma manhã
Desço a Bento e dou tchau pro meu ônibus, que passa ao longe. Ok, basta acender um cigarro que passa o próximo. Quinze minutos dá pra fumar dois, mas enfim.
Quem disse que eu achei meu isqueiro?
Esvaziei a bolsa três vezes. Nada.
Cansei, perdi a vergonha e fui perguntar a um taxista se tinha fogo. Tinha. Acendi o cigarro. Apareceu o ônibus.
Carla dá três rápidas tragadas, uma atrás da outra, larga o cigarro praticamente inteiro no chão e…
Olááá! Meu motorista favorito - sim, eu tenho um motorista favorito da carris, que sempre me cumprimenta na entrada e espera eu passar quando saio pra dar tchau. Antes que pensem besteiras, ele costuma fazer isso com um grupo de passageiros que já é conhecido de anos.
Enfim, sentei-me e comecei a escrever isso aqui. Aí entra uma criatura divina no ônibus. Sério, o menino parecia modelo. Sentou ao meu lado e começou a… ler um livro! Sim, uma beldade lendo!
O dia que começou ruim ficou menos pior ao chegar no ônibus.
Percebi que o mundo ainda não está tão perdido, posto que existem motoristas atenciosos e meninos-com-cara-de-modelo-da-ford que lêem.


Bonito e lia um livro? Não era eu? =P
Preciso dum desses “meninos-com-cara-de-modelo-da-ford que lê” por perto, viu? Se bem que, com essa pinta, deve ser gay. Bah, até gay serve. Quero colo.
Pois é, ivi, acho que até gay anda servindo.
Aliás, sempre tive uma quedinha pelos gajos com carinha de bicha…
;P
Não, MARCUS, se fosse tu… Não seria, não é o tipo de ônibus que tu pegaria.