Jan 22 2007

Crônica de uma manhã

Published by puny at 19:55 under sem classificação

Desço a Bento e dou tchau pro meu ônibus, que passa ao longe. Ok, basta acender um cigarro que passa o próximo. Quinze minutos dá pra fumar dois, mas enfim.
Quem disse que eu achei meu isqueiro?
Esvaziei a bolsa três vezes. Nada.
Cansei, perdi a vergonha e fui perguntar a um taxista se tinha fogo. Tinha. Acendi o cigarro. Apareceu o ônibus.
Carla dá três rápidas tragadas, uma atrás da outra, larga o cigarro praticamente inteiro no chão e…

Olááá! Meu motorista favorito - sim, eu tenho um motorista favorito da carris, que sempre me cumprimenta na entrada e espera eu passar quando saio pra dar tchau. Antes que pensem besteiras, ele costuma fazer isso com um grupo de passageiros que já é conhecido de anos.

Enfim, sentei-me e comecei a escrever isso aqui. Aí entra uma criatura divina no ônibus. Sério, o menino parecia modelo. Sentou ao meu lado e começou a… ler um livro! Sim, uma beldade lendo!
O dia que começou ruim ficou menos pior ao chegar no ônibus.
Percebi que o mundo ainda não está tão perdido, posto que existem motoristas atenciosos e meninos-com-cara-de-modelo-da-ford que lêem.

3 Responses to “Crônica de uma manhã”

  1. marcus on 23 Jan 2007 at 8:45

    Bonito e lia um livro? Não era eu? =P

  2. ivi on 23 Jan 2007 at 13:17

    Preciso dum desses “meninos-com-cara-de-modelo-da-ford que lê” por perto, viu? Se bem que, com essa pinta, deve ser gay. Bah, até gay serve. Quero colo.

  3. puny on 23 Jan 2007 at 19:59

    Pois é, ivi, acho que até gay anda servindo.
    Aliás, sempre tive uma quedinha pelos gajos com carinha de bicha…

    ;P

    Não, MARCUS, se fosse tu… Não seria, não é o tipo de ônibus que tu pegaria.

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