Jan 07 2007
Redações
O pessoal que chega aqui pelo Google vai adorar isso. Ou não. Ao que interessa:
Discutíamos na comunidade da USP sobre redações de vestibular e suas precariedades, se são eficientes ou não, essas coisas. Eis que o fabuloso fake Juninho surge com um site que contém os temas da FUVEST de tempos remotos, em que ou eu andava de fraldas e despreocupada ou eu era nada ainda.
Fiquei extremamente apaixonada por determinados temas! Imaginem escrever sobre isso:
Fuvest 83
Redação
Escreva uma história cujo final seja o seguinte anúncio:
“Vende-se uma motoca”
Fantástico. Bem melhor que a emoredação da UFRGS/07 ou a caprichoredação da FUVEST/07.
Edit: pior que certos seres humanos conseguiram se ralar nesses temas. Poxa, existem duas opções pra se dar bem em temas assim:
1) pensar o que todo mundo pensaria e escrever o contrário, com bons argumentos e sem vacilar.
2) ter um lampejo brilhante e original, o que acontece de vez em quando com quem tem boas leituras e muita sorte.
Normalmente eu me safo com a primeira, ou uso uma terceira opção que recomendo pouco: falar o trivial com boas citações e linguagem rebuscada. Funcionou no último ano, mas na que consegui originalidade, em 2005, fui 2 pontos melhor. Dois pontos fazem muita diferença.


Nossa, esse meu comentário vai ser atrasado em relação à data do post, mas Enfim.
Na minha vasta experiência em vestibulares (da UFRGS, pelo menos), descobri uma coisa: a redação de vestibular é técnica.
Não é necessário “escrever o contrário” do senso comum ou ter um lampejo de originalidade. Os corretores vão se ater ao uso da linguagem - isso e só. Claro, a escolha de um bom título pode ajudar a amolecer o coração dos coitados dos que lêem todas aquelas barbaridades…
A redação deve ser “redonda”. A linguagem deve ser constante em todo o texto (não terminar com um bla bla bla academicista se durante o desenvolvimento foi pão com ovo); as idéias devem ser apresentadas, explicadas e concatenadas (”Contudo”, “Então”, etc) — com clareza, isso é desnecessário mencionar; e só. Ah! Claro: deve responder à pergunta que a banca propõe!
Treinar uma vez por semana vale muito a pena, de preferência analisando a redação de acordo com os próprios parâmetros propostos pelos corretores (arranjar as folhas de correção é o ideal).
Acho que era isso.
:-)
até!
FP
Hahaha, de onde tu tirou esse post, Fernando? Leu o blog todo? :P
Concordo, a redação é técnica; mas há a maldita questão do “começar a escrever”. Pensando que uma boa alternativa é escrever o inverso do senso comum ajuda a começar :)
De nada adianta responder direitinho à pergunta e escrever como uma criança do jardim, hehehehe.