Jan 02 2007
Argentinos…
Reli O túnel e, um dia após o término, peguei um conto d’O livro de areia. Para os incautos e preguiçosos: o primeiro é do Sábato e o segundo do Borges. Ao terminar O outro, lembrei-me de um dia em 2005, um sábado pela manhã. Não recordo-me o nome do professor da UBA, nem se ele tratava de um ou de outro: sei é que xingava o Sábato a torto e a direito, dizendo inclusive, pro meu espanto, que ele estava até a “quedar-se ciego” para melhor assemelhar-se ao Borges! Ainda não li as obras completas de ambos, acho difícil que o faça tão cedo. Ainda estou devendo-me um exemplar de Sobre heróis e tumbas, mas sei que deve ser bem fraco comparado a O túnel, assim como sei que a obra do Borges é irregular; alguns contos são excepcionais, outros… normais.
Enquanto a disputa literária argentina é de nível, no Brasil podemos citar como gênio, sem medo de errar… o Machado. Ponto. Não me venham com os Guimarães de vocês, dispenso. Ou seja: enquanto eles discutem o sexo dos anjos, xingam o Sábato por causa do Borges e vêm com umas de que o Cortázar é belga - claro que é, mas foi criado na Argentina e escreve em espanhol - , nós ficamos com o Jorge Amado, Joaquim Manuel de Macedo, e, pasmem, Chico Buarque. Ouso omitir aquele outro lá (Paul Rabbit) por puro orgulho, apesar de não destoar do conjunto.
Francamente, argentinos, parem de nos esnobar!

