Archive for January, 2007

Jan 31 2007

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Não contente em perder coisas (in)significantes, a.k.a. moleskine, assunto exaustivamente publicado e discutido aqui, passei a perder coisas que podem causar-me maiores transtornos.

Ontem comi, escondi, resumindo: sumi com dois molhos de chaves.

O da casa da minha mãe e o principal da minha casa. Ainda bem que eu tenho uma cópia de segurança das principais da minha casa…

Ou seja, precisarei copiar sete chaves: das portas dos edifícios, das portas propriamente ditas, da grade do meu apê e da porta da vó.

Acho que vou deixar uma fortuna no chaveiro, pois farei uma cópia extra de cada. Sim, eu me conheço e sei que não aprendo com meus erros. Não é à toa que eu já tinha uma cópia de segurança das chaves principais.

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Jan 31 2007

Ombudswoman

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Sei que alguns aí riem da minha cara até por gtalk pelo estilinho querido diário que isso daqui virou.

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Jan 30 2007

Tired

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I don’t wanna stay here.

Mas eu queria era falar sobre como a vida nos prega peças e quase explode corações maternos. Queria era falar sobre como é difícil assitir alguém da família quando se tem filhos e mais gente pra atrapalhar que pra ajudar. Queria falar sobre como costumam zombar dos problemas alheios dizendo que não é nada. Como as pessoas esquecem rápido. Como podem esquecer? Como ele pode esquecer que o pai dele morreu da mesma forma que a minha mãe quase morreu?

Eu às vezes preciso parar de dar razão a ele.

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Jan 30 2007

Odeio o Flickr

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Eles agora me obrigaram a fazer um email do yahoo.

Eu odeio o yahoo. Nada me causa mais repulsa.

Portanto, odeio o Flickr. Mas não posso viver sem ele.

Ó dor, ó vida.

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Jan 30 2007

Odeio minha memória!

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Eu já ordenei a ela que separasse em coleções distintas os sonhos e os fatos reais; que deixasse em outra estante meus pensamentos aleatórios; que escondesse num arquivo meus desejos mais secretos.

Só que a estúpida insiste em manter a desordem!

O neurônio-estagiário, responsável pela organização do acervo, é péssimo e ainda não aprendeu como funciona a CDU. Creio que quando aprendem, trocam de estagiário e tudo fica sempre desordenado. Além disso, sempre esquece de guardar alguns documentos, deixa outros pro dia seguinte e eles acabam perdidos, pois sempre que busco alguma informação, encontro um vazio.

Creio que em breve demitirei o bibliotecário(a)  responsável.

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Jan 28 2007

Azar?

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bolinhas ;DCreio que o post anterior está deveras equivocado em seu final. Após escrevê-lo, dormi um pouco, sonhei as bizarrices usuais e acordei com a campainha. A Alice sempre volta linda… Ops, ela sempre está linda. Ainda bem que não lembra a mãe - quando eu era pequena, sempre confundiam minha mãe. eu era sou muito parecida com a… amiga do meu pai.

Enfim, como vocês podem ver, ela voltou tarde. Acreditei que ela estaria com a corda toda e eu bem cansada. Pois acendi um incenso e brincamos de bolinhas de sabão.

Eu tenho muita sorte. Sou um das mulheres mais sortudas do mundo. Obrigada a vocês.

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Jan 28 2007

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Hoje, enquanto trocava uam das lâmpadas na sala, comecei a pensar que seria muito interessante eu aprender a matar baratas. Sinceramente, é a única coisa da rotina de uma casa que ainda não sei. Ao engraçadinhos que já experimentaram minhas gororobas, digo que a culinária é dispensável quando se tem sanduíches.

Só que eu queria escrever mesmo é sobre a maré de azar que está me assolando nos últimos dias. Tudo o que pode dar errado está dando errado, como não acontecia há meses. Aliás, há pouco tempo eu andava com muita sorte. Não poderia durar muit. Murphy tirou férias, pena que muito curtas.

Só queria que meu teclado estivesse mais seco.

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Jan 27 2007

Graaaaaande Gatsby

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Terminei a obra do Scott Fitzgerald.

Como no Último Magnata, o início é calmo e dá sono. Tu passas a esperar nada do livro. Aí sucedem-se acontecimentos bizarros e o livro termina. Vale MUITO a leitura, mas precisa de uma certa paciência do leitor. Precisa passar pelas 60 páginas iniciais que dizem nada, para depois ler algo original! Sim, eu leio muito e certas coisas já são previsíveis. Nada é mais previsível pra mim em certos autores que… o anti-clímax.

Costumo dizer que existem três tipos de autores: os que prometem um final e te entregam o combinado, os que prometem um final e o escrevem ao contrário ou te entregam um livro sem final, e os que não te prometem absolutamente nada e te presenteiam com algo inesperado no final. Os escritores medíocres costumam agir da primeira forma; só me lembro de um livro em que o final está no começo e mesmo assim a leitura é muito boa (não, claro que não falo do Tempo e o Vento) : “Bastará decir que soy Juan Pablo Castel, el pintor que mató a a María Iribarne [. . .]“. Não darei a referência por ser desnecessária. Os medianos usam da segunda, alguns excelentes escritores também o fazem - creio que o Cortázar por vezes utiliza esse recurso, aquele mala do Guimarães Rosa o utiliza à exaustão, e por aí vai. Odeio livros sem final, mas o Jogo da Amarelinha - Rayuela, para os íntimos ;p - não tem exatamente um final e eu gosto bastante. Os últimos são os melhores e mais raros. Ficas tu com uma impressão excelente de um livro assim: puxa, eu não esperava nada e era uma história fantástica. Contos que começam e nos levam ao inesperado sei de muitos; auto-estrada sul, casa tomada, carta a uma senhorita em paris, todos esses do Cortázar. Num livro isso é mais raro - normalmente um leitor treinado sabe do final antes de chegar na metade. Quando vou até o final sem saber como o livro vai terminar, ou quando acho algo e me engano de fato, fico muito feliz.

Por isso gostei do Grande Gatsby. Recomendo.

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