Archive for December, 2006

Dec 25 2006

Medo

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Ontem comecei a ler Quando Nietzsche Chorou.

Fui aproximadamente até a metade. Comecei pensando: leitura fast-food, das que matam a fome por um livrinho leve e com historinha sobre filósofos, hmmmm.

Aí senti um dejá vu (sei lá se escreve assim, isso não é importante no momento): já discuti isso, já li sobre isso, já discuti isso também, esse diálogo sobre suicídio já tive.

Falta de sentido já discuti, vontade de fugir já discuti também…

Agora que pressinto um final, tanto pelos rumos da história tanto quanto pelas páginas minguantes, tenho medo e paro.

Paro e penso que estou com medo. De novo. Paranóia. Medo do final do livro, medo da vontade de fugir que assolou-me ontem, medo do que acontecerá amanhã. Sou tão insegura a ponto de ter medo que tudo aconteça da pior forma possível: amanhã posso ser atropelada, amanhã posso enfrentar problemas graves, amanhã posso ser rejeitada ser sequer ter sido querida - entendam amanhã por futuro, pois bem.

O pior é que, normalmente, minha angústia corresponde fielmente à realidade. Ela é mais intensa, mas quando pressinto coisas boas, sinto meu estômago leve; coisas ruins, estômago pesado. Hoje estou com estômago pesado, inquieta, lendo demais até pra mim.

Só o que eu quero é que me digam que estou errada e que vai ficar tudo bem.

Edit: terminei o livro. Sua boba, não precisava temer. Não estaria entre o mais vendidos se fosse trágico e não trouxesse uma mensagem de esperança ;P

Ao que interessa, i.e., análise da obra: é fast-food por ser rápido de ler, mas não é tão simples de digerir se a criatura resolve pensar além do que o livro propõe, se já tem leituras anteriores e experiências de vida que possibilitem uma reflexão menos banal sobre tudo aquilo. Resumindo, um livro que agrada a todos. Não encontrei restrições lingüísticas, a edição é razoável apesar dos meus receios da Ediouro, só acho que a história poderia e deveria ser melhor contada. Sim, estou mal acostumada. Muito Dostoiévski dá nisso: quero sempre literatura fina. Preciso baixar o nível de exigência, não faltam muitas obras do Dostô e me sentirei muito órfã sem ele.

Ah, falando em Dostô: terminei ontem de madrugada Recordações da Casa dos Mortos. O livro só não é melhor porque a editora (Nova Alexandria) é péssima comparada com a 34: a encadernação tem fundo laranja, péssimo pra leitura; a tinta parecia ter borrado em diversas páginas; senti erros de digitação e, pasmem, notas de rodapé sem número no texto. Como se eu colocasse uma nota nesta palavra, a explicasse numa nota de número, sei lá, 3, e o número não constasse no texto! Claro, eu li a nota e compreendi, pesquei a palavra no texto, não sou néscia a esse ponto, entretanto, mostra total desleixo pra uma obra cara como essa.

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Dec 24 2006

Tão iguais e tão diferentes…

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ivi breakin out =/ says (17:55):
puny, perdi o bofe
ivi breakin out =/ says (17:55):
kakakaka
pohne says (17:55):
perdeu nd
pohne says (17:55):
tem tempo
ivi breakin out =/ says (17:55):
e num me venha ca conversa minha d q homi é tudo igual
ivi breakin out =/ says (17:55):
pq esse é difici d achar viu
pohne says (17:55):
(são, sim)
ivi breakin out =/ says (17:55):
(são)
ivi breakin out =/ says (17:55):
(mas ele é igual diferente)
ivi breakin out =/ says (17:55):
(kkkkkkkkkkkkk)

Minha opinião: claro que as pessoas são diferentes. Só que repetem alguns comportamentos, por isso dizemos que são simplesmente iguais. Claro que não são. Assim como as mulheres não são todas iguais. O difícil é achar alguém desigual e igual a ponto de nos agradar. Uma igualdade diferenciada, enfim. É muito raro. Quando acontece, ainda pode… dar tudo absolutamente errado, por alguma igualdade ou diferença qualquer. Por isso eu duvido tanto do amor e afins. Antes eu desacreditava em absoluto, agora já considero que é possível, posto que tudo é.

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Dec 24 2006

Natal e um milagre

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Creio que seja um dos primeiros em que eu já grande e consciente não me preocupei. Primeiro Natal que eu estava tão estressada, tão cheia de outros problemas que não percebi.

Hoje acordo e uau, dia 24. Milagre!

Isso significa que não me estressarei com as ceias e tudo mais? Assim espero.

P.S.: DESEJO A TODOS OS LEITORES UM FELIZ NATAL. FELIZ MESMO: CEIA AGRÁVEL, PARENTES SÓBRIOS, CUNHADOS QUIETINHOS, CRIANÇAS COMPORTADAS E QUE SEJA BREVE, MUITO BREVE A NOITE.

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Dec 23 2006

É jornalista!

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Saí de casa vestida (pra festa, sim é lógico que só saio de casa vestida) e maquiada pela Rua R., Casa da Maria Cláudia. Discutimos a vidinha nada fácil e ficamos lindas arrumadinhas e com cabelo lisinho.

As duas arrumadas foram até a rua D., Casa da Maria Rita. Discutimos a vidinha nada fácil e fomos pra puc. Lá, chegamos a tempo do Hino Nacional. Espera até… FÊ! Linda como sempre! Linda como nunca!

Encontrei o Coi e vi ao longe Spiff e Aline, que logicamente estavam lá por outro formando.

Encontrei a Simone e o Humberto. Encontrei um bandegente e encontrei carona com a Joana pro Jangadeiros.

edit: eu ia mencionar o Roger, também! Caramba, muito bom encontrar essa figura! tava com muitas saudades!

Lá, comi muito sushi. Discutimos as conchas, né MARIAS?, conchas. As pessoas crescem e precisam trocá-las.

Após o jantar e as fotos dorenses, a família Moncks fez a justa e lindíssima homenagem à srta. Moncks. Os olhinhos aqui encheram d’água.

Aí todos começaram a dançar. A puny, não. A puny demora pra fazer essas coisas. Destaque especial pro pai da Fê, que dançava muito e vestiu a camisa do inter. Impagável.

Altas horas de copos e mais copos e comecei a dançar, pra não parar mais. Parei só quando o Bruno veio com uma de: ‘ô meu, vamo chama um táxi?’.

A Roberta nos deu carona até a frente do Jangadeiros. Aí o táxi não estava e… Fomos pro centro apertados. O pior aconteceu: um ilustre amigo que não citarei apelido mas direi que parece com um Corgan colocou tudinho pra fora. No carro da Roberta. Ai, vergonha. Alguém não queria calar a boca, mas enfim, chegamos vivas e cansadas.

O que importa de tudo isso é que tu nos enche de orgulho, Fê. Por conseguir reunir todo aquele povo que te adora, por conseguir agüentar fotos e flashes e poses, por dançar muito, por estar sempre por perto. Sabe que eu te amo, né?

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Dec 22 2006

Eu achava que tinha problemas com baratas

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que nada!

Após ler isso, todas as minhas sagas com as mocinhas parecem brincadeira de criança.

Por precaução, penso desesperadamente em chamar alguém pra fazer uma busca detalhada no meu apê. Vá que haja um casalzinho por aqui? Colocando ovos, inclusive?

Comprarei mais veneno no Zaffari, já!

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Dec 22 2006

Um mês antes do Natal

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Eu sei que não falta um mês pro Natal.

Eu havia esquecido, mas agora lembro que era também sexta-feira, dia 22 e eu estava em Osório, enlouquecida, querendo cólicas e tpms.

Eu havia esquecido que, um mês antes do Natal, eu ganhei o presente mais complexo da minha vidinha medíocre. Um mês antes de um Natal, eu chorava como um bebê por um… bebê.

Lembrei-me disso ao arrumar os documentos da Alice.

Encontrei, em primeiro lugar, o exame. Angústia, dor no peito. Senti na hora, olhos cheios d’água. Vi as ecografias e lembrei da eterna dúvida - menino ou menina? -, vi as fotos e o bracelete dela, lembrei do primeiro passeio que ela deu na pracinha, lembrei até do que passava no gnt enquanto esperávamos. Nojento programa sobre queijos. Tinha um com larvas dentro. Muitas delas. Os caras comiam aquilo. Eu, que colocara tudo pra fora no mesmo dia, até que não vomitei, acho. Se o fiz não me lembro. Era ansiedade demais até pra meu estômago, que acovardou-se e ficou na dele.

Lembro como se fosse ontem da expressão da ginecologista:

Grávida? Tu tá gravidíssima!

Pois em 25 de novembro de 2002 o resultado do meu HCG foi superior a 200 mUI/ml.

Positivo apenas seria se desse 20 mUI/ml. Eu estava mais que grávida, de fato.

Lembrei que talvez, no dia 22, eu ainda estivesse no hospital. Eu chorava que queria passar o Natal em casa. Passei e foi um Natal bacana. Ainda lembro da ceia. Lembro especialmente da batata palha, assaz agradável pra quem não quer comer absolutamente nada.

Ontem e hoje, enquanto eu penso em tantas coisas que aconteceram nesse ano, percebo que nada nunca chegará nem perto de 2002 e 2003. Por mais que venham anos terríveis e insanos pela frente, nenhum será como esses dois. Dois anos em que o pior e o melhor aconteceram ao mesmo tempo. Em que tudo parecia terrível mas na verdade não era tanto assim.

Ou seja, Carla: chega de draminha por uma nota ruim, por uma campeonato mundial e por sentimentalismos. As coisas estão calmas e estáveis agora e o resto é lucro, certo? Certo. Que venha 2007, que venha 2008, que venha 2012, que venha 2023!

P.S.: ah, agora tudo faz um sentido medonho.

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Dec 22 2006

Sim, tudo pode ficar cada vez pior

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Melhor eu até parar de falar, porque sempre vai ficando pior e pior.

Acordei com dor de garganta.

Sim, hoje, dia da formatura da . Ai, negra, é hoje!

Parece que voou o tempo, parece que ontem tu estavas lá no salão de atos da UFRGS, linda e de vermelho, se formando da casinha. Aquela mesma formatura em que andei bastante pra uma gravidazinha e comi mcdonalds de manhã.

Sim, hoje, no provável último dia de trabalho na bfarq.  Nem falarei sobre os motivos porque, do jeito que as coisas andam, rogarão uma praga e nada dará certo.

Mesmo que não roguem dará errado, porque se der certo eu me ralo e se der errado eu me ralo.  Não há possibilidade de o primeiro semestre de 2007 ser bom. O segundo, então…

Mudo, portanto, a campanha: ‘vem, 2007′, nada!

PELAMORDEDEUS, CHEGA LOGO, 2008!
Designers de plantão, façam um logo bonito e distribuam, please.

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Dec 21 2006

Está piorando

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Portishead é… deprimente e quem me conhece sabe a minha opinião a respeito da banda.

Todas as músicas parecem-me adequadas para o momento :/, vontade de postá-las todas. Gosto muito dessa que segue:

Elysium

No one has said what the truth should be
And no one decided that i’d feel this way
If you felt as i did
Would you betray yourself
But you can’t deny how i feel
And you can’t decide for me
No one should fear what they cannot see
And no one’s to blame its just hypocrisy
its written in your eyes
And how i despise myself
But you can’t deny how i feel
And you can’t decide for me
And its your heart
That’s so wrong
Mistaken
You’ll never know
Your feathered sacred self
But you can’t deny how i feel
And you can’t decide for me
And you can’t deny how i feel
And why should you decide for me

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