Dec 15 2006
Ridículo!
Eu sei, mas o balcão tava tão parado que acabei… lendo meu horóscopo! Não só o meu, diga-se de passagem: li todos, tamanha a falta do que fazer.
Mas até que gostei do meu, talvez faça um pouco de sentido. Ou não.
Nossa, quanta nuvem de chuva no céu do seu olhar, leãozinho… Antes de encharcar a juba com suas lágrimas, pense um pouco: será mesmo preciso levar as coisas tão a sério? É realmente o fim do mundo que nem todos o aplaudam de pé o tempo todo? Pegar carona numa cauda de cometa, ficar leve, solto e percorrer o espaço é bem melhor…
Eu não quero que me aplaudam o tempo todo, só queria ser feliz o tempo todo. Será preciso levar mesmo as coisas tão a sério? Sim, se eu não levasse minha vida a sério não moraria com a Alice e já estaria mochilando na Europa. Ficar livre, leve e solto é bom, mas… Há tantos anos desconheço a liberdade que começo a chamá-la de liberdadezinha, como o Múrin e a Katierina.
Ah, minha liberdadezinha doirada.
Eu ia postar um trecho d’O Túnel. Só que já publiquei-o diversas vezes. Não é relacionado a nada, mas deu vontade de reler…
Relendo pedaços do livro, resolvi publicar um trecho quiçá inédito (diretamente citado) nesse blog:
A frase “todo o tempo passado foi melhor” não indica que antes sucederam coisas menos ruins, mas apenas que - felizmente - as esquecemos. Logo, semelhante frase não tem validade universal; eu, por exemplo, caracterizo-me por recordar preferentemente os acontecimentos nefastos e assim quase poderia dizer que “todo o tempo passado foi pior” [. . . ]
SÁBATO, Ernesto. O túnel. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1961.

