Archive for November, 2006

Nov 07 2006

Lembram da lei aquela que querem fazer?

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Eu lia o Reinaldo Azevedo hoje à tarde, comentários e tudo o mais, e havia ali o e-mail do senador relator desse projeto. Pois escrevi meu e-mail. Depois que eu já havia enviado, ele fez uma campanha e todos enviaram e-mail com mesmo assunto e pra todos os senadores. Prometo repetir a operação depois!
Segue abaixo a íntegra do meu e-mail:

     
Carla Castilhos
to eduardo.azeredo
More options 3:29 pm (4 hours ago)

Exmo. Sr. Senador Eduardo Azeredo,

Gostaria de, por meio deste e-mail, criticar e dar sugestões quanto aos projetos sobre legislação de crimes na internet.
De forma alguma um cadastro único impediria as pessoas de cometerem crimes, apenas dificultaria a vida de vários internautas.
Esses dados jamais estariam seguros, não importa o tipo de certificação utlizada. Eu jamais disponibilizaria na internet meus dados pessoais. Portanto, ficaria sem direito a um acesso, legalmente!
Ou seja, para proteger alguns, vocês desejam que a maioria das pessoas deixe de utilizar a rede? Seria democraticamente correto
fichar as pessoas antes mesmo de cometerem um crime? Sim, no Brasil já o fazem: carteira de identidade. Agora querem fazê-lo também no mundo virtual…
Peço-lhe que pense com seus pares em uma alternativa mais viável. Endurecer a lei seria ótimo, mas lembre-se que a maioria delas não é cumprida no Brasil. O caixa dois é um ótimo exemplo… Até agora nós, brasileiros, esperamos uma punição dos comprovada e assumidamente culpados.
Sugestões? Quais são os problemas que desejam combater, exatamente? Desvio de dinheiro dos bancos? Já nos cobram taxas absurdas por conta da segurança. Os sites deles que criem certificações, que façam acesso a conta apenas em computadores autorizados pelo cliente, que cuidem melhor de seus sistemas! Pedofilia? No Brasil, não me parece um problema grave. A maioria dos pedófilos, dizem as estatísticas, estão nos EUA e na Europa.
Agora, se desejam saber exatamente o que eu publico, o que eu falo, contra quem eu voto e em que eu acredito, temos um problema.
Se bem que todo esse conteúdo está disponível a um clique no Google. O problema é a intimidação prévia, é fichar quem não é criminoso.
Disse que jamais daria dados pessoais na internet. Entretanto, para provar que isso é apenas uma burocracia pouco útil, meus dados pessoais seguem abaixo.

Atenciosamente,


Carla Castilhos, dezenove anos, mãe, solteira, estudante de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Rua ***********************************************
R.G.: ****************
Telefone para contato: *************

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Nov 06 2006

Meeeeeeeeeeeeeebo, caramba!

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Criaturas que aparecem aqui procurando uma forma de entrar no msn sem instalar o trumbico: usem o http://www.meebo.com

Satisfeitos? Próxima pergunta…

Ah, graças ao deus google o orkut já deixa deletar todos os scraps. Eu não agüentava mais aquela gente perguntando a respeito!

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Nov 06 2006

It’s funny, honey.

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Eu já tinha esquecido. Era apenas lembrança normal, como todas as outras. Aí eu voltava do trabalho hoje. Continue Reading »

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Nov 06 2006

Quem acha que vive em um país democrático põe a mão aqui

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Depois do conselho de jornalismo, da violação do sigilo do Francenildo, vem o fantástico projeto de controle do acesso a internet. Estamos na China ou é impressão minha?

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Nov 06 2006

No Manada. Yes Indivíduo.

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Post que deveria ter sido publicado há um mês atrás:

Adorei essa do Reinaldo¹:

Nós, os que acreditamos no individualismo radical; os que não suportamos que o demônio do Estado venha nos dizer o que fazer e o que não fazer; os que não acatamos as “imbecilidades coletivas” (by Olavo de Carvalho); os que não reconhecemos a autoridade da manada; os que não aceitamos o argumento da autoridade do social sobre a autoridade moral; os que não acatamos que leis democraticamente votadas sejam sacrificadas por causa da gritaria de minorias influentes, nós temos o dever de resistir, de ir para a guerra de valores, de acusar o golpismo dessa gente nefasta. E temos de mobilizar outros indivíduos como nós, neste exército sem quartel, nesta religião sem templo, que é a liberdade individual, que eles tentam sufocar, seja com a caridade que esmaga, seja com a patrulha que silencia.

Lembrei disso esses dias, quando um colega mostrou o filme-documetnário “Nós que aqui estamos, por vós esperamos”, e veio com um discursinho autoritário, subvertendo, na minha opinião, o que achava o autor do texto que ele apresentava. O Morin deixa bem claro que não deve-se desprezar nem o todo nem as partes. Ele, Morin, é um típico centrista. Aliás, o autêntico no meio do caminho, hahaha. O que eu acho? Eu acho que o Reinaldo, pra variar, disse tudo por mim.

¹AZEVEDO, Reinaldo. Existe demônio também na política. Blog do Reinaldo Azevedo, 5 out. 2006, São Paulo. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/>. Acesso em: 6 nov. 2006.

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Nov 05 2006

Nas últimas

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Fragmentos do Fitzgerald, O último magnata (1941c, p. 252-253), versão pocket:

*o terrível e ruidoso barulho da ausência dele*

*garota semelhante a um disco, sem nada do outro lado*

*a tragédia daqueles homens é que nada, em suas vidas, tinha ultrapassado as camadas da superficialidade*

Finalmente terminei. Pesado livro. Cansativo. O cara escreve bem demais! Que atmosefera! Pesado pois eu me sentia como o Stahr: morrendo do coração a cada dia.

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Nov 04 2006

pedaços de novidades da vidinha-puny

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- Celular novamente funcionando, problema era no aparelho. Retiro os insultos à Claro. Dessa vez, não era culpa deles.

- Tenho um novo filhote, graças ao Gabilan. Chama-se Sue. É linda, pequena, pretinha e cabem nela 8GB de coisas. Normalmente, músicas.

- Estou lendo poucos livros e muitos artigos. Toneladas de artigos. Sobre biblioteconomia, normalização, folksonomia, bibliometria e afins.

- Falo demais. Precisava eu, em plena aula do Rodrigo, dizer sobre o que eu ando pesquisando? Agora tenho mais um montinho de colegas na minha cola. Competição? Não, não. Só não acho justo grudar nas idéias dos outros sem… dizer nada de novo. Se explodir uma penca de textos sobre folksonomia, vindos da UFRGS, culpem a puny.

- O mesmo Rodrigo pediu que analisássemos (está certo isso?) as linhas de pesquisa de diversos pós na área de ciência da informação e biblio. Particularmente, odiei as da USP. Acesso a informação e mediação e ação cultural? Putz, esperava muito mais. Impressão minha ou a pesquisa em biblio resume-se ao mais do mesmo, a coisas requentadas e já faladas? Nem vou falar no pós da UFRGS, pois é basicamente comunicação. Pouco se produz em biblio. O que eu achei bacana foi o da UFSC. Uma temporada em SC me cairia muito bem. Links? Não, obrigada. Aprendam a pesquisar e entreguem no dia 17.

- Sim, estou vivendo pra faculdade. Não, não há nada além disso. Ok, a Alice. Continua linda e esperta. Sim, uso técnicas-moro de incentivo à leitura. Sim, ela já pede livros de presente. Não, não estou matando a leitura. Sim, deixo-a livre pra escolher o que mais a agrada, mesmo que haja muito texto e seja inadequado pra idade dela.

- Política? Digo bem feito. O problema é de vocês. Meu também, eu sei. Fiz minha parte? Não, eu poderia ter discutido mais, poderia ter explicado melhor. Adiantaria? Não. Preferi uma postura Ricardo Reis

“Mais vale saber passar silenciosamente

e sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz [...]”

a uma postura Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, que muito admiro por serem o que não consigo ser. Sou pacífica demais. Quieta demais. Às vezes eu falo, mas preciso estar muito irritada. Pobres das minhas amigas que são obrigadas a ler meus bilhetes…

- Ela me mandou ler e sumiu. Não, a culpa não é minha.

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