Aug
15
2006
Voltei a usá-las, há quase uma semana. Coisas interessantes:
- é muito engraçado retirá-las em público;
- o ruim de tomar banho de lentes é que eu sempre constato que estou realmente acima do meu peso “normal”. pois é, sem óculos não enxergo nem minhas próprias banhas - tá, banha é exagero. pelamordedeus, puny, ainda somos magras!;
- piscar é uma atividade obrigatória e pensada;
- impossível dormir nas aulas, já que não posso fechar os olhos por muito tempo com elas;
- coçar os olhos depois de retirá-las é a melhor sensação do mundo.
Aug
15
2006
Não paro de ouvir por aí o drama da menina que engravidou, foi expulsa de casa pela mãe, teve gêmeos - um com sindrome de down - e morreu no parto. Taí, nunca vi tanta desgraça junta. E nunca vi mesmo. É sempre uma de cada vez: expulsa de casa eu nunca vi. Isso que, além de moi, conheço umas 2 ou 3 mãezinhas na mesma situação. Todas tiveram apoio, e nem todas são classe média, não! Gêmeos, na minha opinião, por si só é uma desgraça, mas a maioria dos seres humanos vê como dádiva. Sindrome de down é uma tristeza, mesmo. Não gosto nem de lembrar que o menino com essa síndrome que nasceu pertinho da Alice faleceu antes de completar dois anos. Mas só por isso foi triste: por a doença causar uma morte tão precoce. O menino se desenvolvia muito bem, quase no mesmo passo que Alice. Era uma gracinha: risonho, alegre… uma criança como a minha. Infelizmente, ele foi muito cedo.
Morte no parto é mais complicado ainda. Raramente se observa em hospitais particulares. Se foi cesárea, é absurdamente mais estranho ainda. Como não vi a novela, não vou tecer comentários sobre. Quanto a mãe da menina, eu acho que muita gente agiria igual, infelizmente. Minha mãe, por exemplo. Se ela tivesse a mesma mentalidade de quando eu tinha uns 5 anos, aos 15 ela teria me colocado pra fora de casa e rejeitaria a netinha. Ainda bem que as pessoas crescem, e que minha mãe mudou bastante antes da Alice pensar em existir. Pra quem havia dito que “Se tu tiveres filhos nunca mais olha na minha cara”, mesmo se eu tivesse 40 anos, creio que me dar um ap e proibir-me de abortar é um senhor progresso. Nem vou citar os outros. Sei que ela deve olhar a novela e se orgulhar de si. Ela pode, ah, pode!
Aug
13
2006
Todos devem saber do que aconteceu com um jornalista da Globo. Pior que parece que o cara é daqui! Seqüestraram-no junto com um colega, que foi solto e entregou um DVD à Globo. DVD que eles mostraram. Abriram um precedente? Foram irresponsáveis? Não sei. Não sei o que eu faria se tivesse uma vida em mãos. Por essas e outras que nunca cogitei a medicina. A Alice já é muita responsabiblidade, fico perdida sempre. Como agora. A democracia está caindo no Brasil. Por mim, eu iria embora daqui com ela. Mas ainda não posso, não tenho meios. Sei que estou apavorada. E nada de devolverem o cara! Que horror. Estou praticamente sem palavras.
Aug
13
2006

É comer pão de queijo com Lapataia. Para os incautos: Lapataia é marca uruguaia de dulce de leche. Mumu mais gostoso da face da terra, vendido no Zaffari por um preço bem razoável.
Invejem-me: minha fornada está prontinha!
Aug
12
2006
Dessa vez, o lindo do Macca. Com os outros besourinhos, lógico:
edit: deletado pelo youtube
Especialmente pra minha amigona Ju.
Aug
12
2006
Candidato, explique-se
Leiam isso aí e lembrem-se do modo petista de governar… Não me digam, como li nos comentários, que autoritário é o Reinaldo que não deixa passar comentários petralhas. Comentário em blogue é uma coisa. Cada um tem o seu e permite o que quer. Eu não deixo passar certos comentários, por isso que demora pra vocês verem o que comentam aqui publicado. Agora, querer mandar na imprensa é coisa bem diferente, né, Zé?
Eu me recuso a comentar o voçuguia na Globo. Foi ridículo, que mais vocês esperavam dele?
Aug
12
2006
Leiam Paul Auster; leiam a trilogia de N.Y.. Vale nem que seja por esta passagem:
Existimos pra nós mesmos, talvez; até podemos, de vez em quando, vislumbrar quem somos. Mas, afinal, nunca podemos ter certeza e, à medida que continuamos a viver, vamos nos tornando cada vez mais opacos, cada vez mais conscientes da nossa própria incoerência. Ninguém é capaz de atravessar a fronteira do outro, pelo simples fato de que ninguém consegue ter acesso a si próprio.
Andei pensando no Castel. Ele diz que matara a única pessoa capaz de compreendê-lo. Pois bem; Maria o compreendia, mas ele nunca compreendeu nada em Maria. Se Castel não a compreendeu, tampouco nós temos as condições necessárias para compreendê-la, já que El Túnel é narrado em primeira pessoa. Como Maria conseguiu compreendê-lo? Ela deveria ter acesso a si própria, coisa que claramente Castel não tem.
Eu nisso tudo? Eu ando vazia, está superfácil me entender. Se alguém o quiser, que seja agora. Duvido que eu passe por outra fase igual a essa novamente. Só penso em ler, estudar um pouco, trabalhar e rir. Claro, na Alice. Além dessas coisas, nada mais faz diferença. Se tenho companhia, se não tenho, se estou feliz ou triste, se me faço entender ou não. Eu só quero estudar, ler, trabalhar e rir. Mais simples, impossível. O que me lembra que sou “siiiiimples sim, suave coisa… suave coisa nenhuma!”
Aug
08
2006
Depois da aula de hoje, Conhecimento e Sociedade, e da conversa que tive com sem-nome dia desses, me pergunto: o que faz a maioria das pessoas evitar relacionamentos de qualquer espécie com quem pense diferente? Qual a grande dificuldade de ouvir as opiniões alheias calado, criticando internamente e sem mudar de opinião, sem discutir, sem nada? Por que raios as pessoas têm tanta dificuldade em aceitar os outros sem discussões? Eu posso ser bem radical às vezes . Mas nunca ninguém poderá dizer que eu deixei de ser melhor amiga de alguém por suas idéias ou sua falta de.
Aliás, acho que eu consigo isso por algo bem simples. Nunca concordei com ninguém totalmente. Ao contrário de Castel, perdi as esperanças de ser compreendida. Não que eu seja muito complexa: se o fosse, já teriam me entendido. Não que eu seja assim tão rasa; se o fosse, não precisaria que me compreendessem. Só nunca encontrei ninguém que eu olhasse e que eu dissesse: taí, bingo, me entendeu perfeitamente.
Creio que seja impossível, pois hoje eu defendo isso, amanhã aquilo. Por mais que a pessoa seja volúvel, com tantas combinações diferentes, a probabilidade de concordarmos com tudo sempre é praticamente… nula.
Portanto, desisto. Ninguém vai me entender. Começo a pensar que nunca ninguém compreenderá ninguém, no todo. Mesmo em partes, acho difícil. Somos muito ilhados. Mesmo nosso conhecimento: na MINHA OPINIÃO, apesar do que dizem professor e colegas, CONHECIMENTO NÃO SE TRANSMITE. Só transmitimos informação, que vira conhecimento para uma única pessoa se e como ela quiser, que por sua vez transmite para outra INFORMAÇÕES de PARTES de seu conhecimento, já que ninguém pode transimitir tudo que conheceu, viveu e aprendeu a outrem.