Archive for August 8th, 2006

Aug 08 2006

Ilhas e conhecimento

Published by puny under sem classificação

Depois da aula de hoje, Conhecimento e Sociedade, e da conversa que tive com sem-nome dia desses, me pergunto: o que faz a maioria das pessoas evitar relacionamentos de qualquer espécie com quem pense diferente? Qual a grande dificuldade de ouvir as opiniões alheias calado, criticando internamente e sem mudar de opinião, sem discutir, sem nada? Por que raios as pessoas têm tanta dificuldade em aceitar os outros sem discussões? Eu posso ser bem radical às vezes . Mas nunca ninguém poderá dizer que eu deixei de ser melhor amiga de alguém por suas idéias ou sua falta de.

Aliás, acho que eu consigo isso por algo bem simples. Nunca concordei com ninguém totalmente. Ao contrário de Castel, perdi as esperanças de ser compreendida. Não que eu seja muito complexa: se o fosse, já teriam me entendido. Não que eu seja assim tão rasa; se o fosse, não precisaria que me compreendessem. Só nunca encontrei ninguém que eu olhasse e que eu dissesse: taí, bingo, me entendeu perfeitamente.

Creio que seja impossível, pois hoje eu defendo isso, amanhã aquilo. Por mais que a pessoa seja volúvel, com tantas combinações diferentes, a probabilidade de concordarmos com tudo sempre é praticamente… nula.

Portanto, desisto. Ninguém vai me entender. Começo a pensar que nunca ninguém compreenderá ninguém, no todo. Mesmo em partes, acho difícil. Somos muito ilhados. Mesmo nosso conhecimento: na MINHA OPINIÃO, apesar do que dizem professor e colegas, CONHECIMENTO NÃO SE TRANSMITE. Só transmitimos informação, que vira conhecimento para uma única pessoa se e como ela quiser, que por sua vez transmite para outra INFORMAÇÕES de PARTES de seu conhecimento, já que ninguém pode transimitir tudo que conheceu, viveu e aprendeu a outrem.

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Aug 08 2006

Rotina

Published by puny under sem classificação

Hã… Voltei pra BFArq. 20 horas, salário de bolsista. Eu gosto, né? Masoquismo é o nome disso. Ah, mas o ambiente lá é bacana, e eu aprendo muito por lá. Muito mesmo. Aprendo de tudo, aliás. Ah, estou fazendo um monte de cadeiras. As seis obrigatórias, que já não são bolinho, e francês instrumental de tarde. Eu devria é fazer espanhol/alemão/russo instrumental, mas eu não quero ir pro vale e fiquei com preguiça de aprender algo novo. melhor reouvir a ladainha que eu já conheço e gosto. Quem sabe não melhoro minha escrita?

E ainda tem ele, o miserável concurso do TRT. O bom é que minhas chefes - porque eu troquei de chefe, mas a anterior eu ainda considero como se fosse - também vão fazer. Para bibliotecárias, claro, mas vão. E a prova única é a mesma. E elas nunca mais estudaram matemática. Enfim, quem sabe eu consiga estudar um pouco no meu tempo livre por lá. Em casa, tem jeito, não. terminei uma penca de livros, comecei outros tantos nas férias. Ainda não atualizei direito minha lista do blogue, nem publiquei minhas impressões aqui!

Ao Hemingway: gostei d’O Velho e o Mar. Gostei bastante, mas não tanto quanto eu imaginei que gostaria. Basta entender o que eu senti quando li Crime e Castigo. O segundo que eu ler do Ernest será melhor, estarei masi realista em minhas expectativas. Comprei os Maias em pocket, que eu queria ler há tempos. Comprei um do Zola, que não é o Germinal, só pra dizer que eu li o Zola. Conheço-me, e sei que não vou gostar. Tmabém comprei um do Fitzgerald. Quando eu terminar de ler, prometo começar a ler Dieckens, viu, Ju? Mais todos os outros que tu indicaste, exceto a das Laranjas. Recuso-me a voltar a ler esse cara.

Que post longo, eu deveria dividir em dois. Dane-se, meu café tá pronto.

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