E os manuais de auto-ajuda são exemplos de tirania. De pequenas tiranias consumidas por escravos dóceis e fiéis que acreditam em dois equívocos. O primeiro é conhecido: não existe manual de auto-ajuda que não apresente o infortúnio como um elemento estranho à condição humana. A tristeza é uma anormalidade, dizem. O fracasso não existe e, quando existe, deve ser imediatamente apagado, ordenam. Na sapiência dos manuais, a infelicidade não é um fato; é uma vergonha e uma proibição.
O que implica o seu inverso: se a infelicidade é um proibição, a felicidade é obrigatória por natureza.
Sei que sempre digo essas coisas e não cumpro. O que importa é que eu acho que vou mudar. O que, exatamente? Simples. Vou deixar de ser idiota e correr atrás de certas coisas e pessoas. Caiu a ficha, beibe. Parece coisa de criança, sei bem. Só que se eu cansei da companhia de alguém, ou eu paro de responder ou eu vou direto ao ponto. Compreendo que as amizades cansem. Eu sou uma que canso rápido das pessoas.
Enfim, eu desisto. Meu endereço e horários são conhecidos. Meus telefones e msn também.
Video Hits - melhor banda do sul que jamais deveria ter acabado, mas vamos parar de encher o saco do Medina por isso, como eu li na comunidade deles no orkut, hahaha
entrei na lotação, voltando do roche e comecei a chorar. muito involuntário.
que tienes a decir?
é que eu ando precisando de colo. onde eu encontro isso? é que não é um colo qualquer. mesmo um qualquer não está disponível no momento.
paga lo que deves
não, não quero nada daquilo que queria ontem. hoje, e somente hoje.
que otra cosa puedo dar
eu desisto de procurar, eu desisto de pensar.
na verdade, nada do que está escrito acima me diz respeito a essa hora. eu disse hoje, mas o hoje era aquele instante matinal e ponto. as coisas pela manhã são mais… menos… enfim. só coloquei isso aqui porque eu gostei da idéia de intercalar música com frases soltas. na verdade, editei umas partes e acrescentei outras, mas isso é um blogue e aqui eu falo com meus leitores. aqui vocês lêem, infelizmente.
Virginia (em inglês)
Arnaldo Baptista - Rita Lee - Sérgio Dias - versão: Os Mutantes
Go away and close the door, please
I feel cold
Go away but leave the sun in
I feel cold
For tonight there’ll be no one to warm my room
So I’ll try to keep the heat of memories
I remember January
When the sky was grey and cloudy
But Virginia was beside me
And the sun was all around
But if you please, Mr.Sun
Don’t take away my Virginia
Isso, meus amores, quer dizer o seguinte: ninguém mais precisa acessar o catálogo da LoC. Pode procurar direto no Google. Quer dizer que as visitas que os sites de bibliotecas recebiam diminuirão. O que poderia ser fonte de lucro para as bibliotecas e que NUNCA FOI EXPLORADO, pode acabar. Parabéns, colegas librarians. Ainda há tempo para a salvação? Sim, enquanto o Google não comprar a LoC. Se isso ocorrer, eu vou soltar foguetes e rir muito. Claro que é impossível. O que pode acontecer é a concorrência. O Google já é uma biblioteca digital. Já que as físicas colaboram pouco ou nada, eles podem querer criar uma base física, por que não? Já imaginaram como seria bacana uma biblioteca privada do porte da LoC? Pois é, eu acho que a dominação informacional das bibliotecas públicas, por conseguinte, dos governos, está com os aninhos contados. Democratizar a informação não é só enfiar miseráveis dentro de bibliotecas, é dar mais acesso a mais informação para o maior número de pessoas possível. Até para os analfabetos, ricos, pobres, surdos, cegos, cadeirantes. Sim, os ricos também são desinformados. Os ricos no Brasil também lêem pouco. A zelite também está à margem, também é refém da folha e da globo. A folha e a globo também carecem de informações. Por isso que eu digo que a coisa precisa ser de cima pra baixo, aqui sempre foi assim. Respondi as perguntas que eu não ia responder. Pior que li agora uns blogs de bliotecários e leio neles os mesmíssimos blás que escuto em sala de aula. Poxa, um ou dois fogem do pensamento manada. Mesmo assim, a grande discussão é aporcaria da nomenclatura, não uma forma de independência financeira das bibliotecas, de torná-las lucrativas, de torná-las culturalmente interessantes, de torná-las atraentes. os artigos, teses, livros, sobre marketing e biblioteconomia são poucos e bizarros. Um diz algo como vendem-se bibliotecas, acho que é um artigo. Vou olhar na FABICO amanhã, mas já estou certa de que, pelo tom pejorativo, coisa boa não é. Sinceramente, espero estar errada. Quero ver uma luz.
Eu sei que sou insana; sei que penso diferente da esquerdalha dominante. Sei também os problemas que isso me causa. Um deles é a minha vontade de escrever sobre algo e biblioteconomia. Só que eu não posso. Se eu fizer isso, serei taxada, em primeiro lugar, de louca. Depois, de neoliberal reacionária. Por último, de fdp.
Os exemplos são bem óbvios; as teles, a tv e o rádio. Por que, no Brasil, lemos tão pouco e assistimos tanto à tv? Por que aqui as coisas só funcionam quando estão longe de servidores públicos? Por que os museus dão tão mais certo que as bibliotecas como centros culturais?
As respostas doem e acabam com mamatas. Eu, que também quero ganhar 7 mil fazendo o que gosto, sme perigo de demissão, vou ficar na minha e ir com a manada. Uso até camiseta do Che e digo que sou pró-cotas. Princípios? Ninguém tem, ninguém vê o óbvio. Por que raios eu preciso salvar o mundo? Junto-me a eles.
Isso me fez lembrar da professora que, para defender “minoria negra e pobre de N. Orleans”, agiu como verdadeira Hitler: “se fosse com a judiazada do norte rico, já estaria tudo reconstruído”.
E eu achava que na Biblio não precisaria ouvir essas coisas…