Jul 12 2006
Pedaços de Pessoa
Após ler e reler e reler meu Pessoa de bolso, coloco aqui umas partes que gostei, adorei, enfim, que chamaram minha atenção. Alguns publicarei inteiros, os meus favoritos já foram publicados (Tabacaria e uma ode do Ricardo):
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?
Álvaro
Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraido.
Alberto
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havermos de ir juntos?
Álvaro


de memória, não exato:
“nunca ouviste passar o vento
o vento só fala do vento
o que lhe ouviste foi mentira
e a mentira está em ti”
é algum episódio de o guardador de rebanhos, se não me engano.
bom, fui ao cinema, vi xmen 3 e debati um monte de assuntos com meu amigo q foi desligado da pós do ifusp… (não mais posso dizer q tenho um amigo mestrando em física…)
e é só. preciso dormir. amanhã os médicos não terão dó de mim.