Archive for June 26th, 2006

Jun 26 2006

Frase do dia

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Não sei se caso ou se compro um mp3player.

Meu amigo, conselho de uma pessoa vivida: pro teu bem, gasta 10 paus num G5 que ainda estás no lucro! Casamento não recomendo pra ninguém, hahahaha

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Jun 26 2006

Incentivo? À leitura? hahaha

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Repito (sem nada contra): “O futebol é a única atividade que transfere a inteligência da cabeça pros pés”. Por isso senti (será que só eu?) o enorme ridículo quando o governo federal lançou aquela gigantesca propaganda de divulgação do livro. Naturalmente a propaganda pretendia ser popular e usava para divulgar livros… jogadores de futebol.

Rapaziada que nem sabia como se segurava um livro, se com uma mão só, se com as duas. E o último a apresentar o livro era – pô, vocês nunca acreditam em mim! – o Zagalo!

Millôr, 28/06.

Por essas e outras eu digo: adianta fazer programa Fome de(o) Livro? Pra que serve um programa como o de El Salvador - veja no link rabalhos, o n°2.

Sinceramente, promover leitura de auto-ajuda não adianta necas. Botar jogador de futebol pra fazer propaganda, dizer que ler também é um esporte! Francamente! Só aumenta a idéia de que brasileiro é assim mesmo, e que precisa vincular leitura a esporte pra que a coisa deslanche! Confesso que os números são tristes, e - por mais que os estatísticos os torturem - eles não confessarão tão cedo que a leitura aumenta no Brasil. Falando mais sinceramente ainda, acho difícil que o quadro seja revertido. É mais fácil a HH se eleger que o Brasil virar um país de leitores. Trabalho para que a primeira coisa seja realmente impossível e vou tratar de me esforçar pra que a segunda seja viável. A síndrome da Moro me contaminou. Bibliocolegas, me salvem! Eu quero ir pro serviço téééééécnico… Coloquem-me num aquário, antes que eu saia por aí fazendo Hora do Conto.

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Jun 26 2006

Putz

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O Reinaldo está com tudo, O Diogo, nem se fala. Sei que é feio (se está protegido por senha na veja é porque não deve ser publicado de graça), mas vou reproduzir toda a última coluna dele logo abaixo. Está muio boa pra ficar fechadinha, lá, sem leitores. O Millôr é outro que está endiabrado. Disse que se ganhasse o mesmo que o Ronaldo ganha pintaria uma Sistina por semana! Também afirma que quadrado mágico precisa de, no mínimo, nove elementos. Concordo com ele. Os matemáticos e o Malba Tahan também. Continue Reading »

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Jun 26 2006

Receita da puny

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Ontem a Dna. Alice pediu-me salada. Assim, de chofre, no meio do jantar! Mãe relapsa, eu sou - pensei. Onde já se viu não preparar salada pro jantar? As outras mães se matam pros filhos comerem salada; eu esqueço dela e minha filha implora! Tive de pensar rápido. O que havia na geladeira? Como fazer uma salada gostosa em pouco tempo?

Abri a geladeira e juntei os ingredientes que existiam:

- Alface, bem lavada e picada

- Pepino em conserva, picado 

- Champignon, também em conserva e cortados ao meio

- Queijo ralado

- Molho de limão para salada da hellmans 

Misturei tudo e coloquei o queijo no final. 

Não é tão difícil antender aos desejos dos pequenos… Vai ver é por isso que a mocinha gosta tanto de salada; nunca faço aquela coisa purinha, sem graça, sem tempero. E até que ficou bem gostosa pra um improviso. Recomendo!

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Jun 26 2006

Imperdível!

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Meu moço de trinta anos favorito (J.P. Coutinho) está excelente hoje. Imperdível, fantástico, admirável. Ó um trechinho, aí. Leiam o resto clicando:

Falo sozinho com frequência? Precisamente: tenho longas conversas que, às vezes, terminam com zanga séria. Desde logo porque é difícil conversar com alguém hoje em dia. Mesmo com pessoas próximas, com quem partilhamos tudo - trabalho, casa, saliva, doenças - é mais complicado do que parece. Por isso leio o texto de Boris Fausto na Folha, "Jogando conversa fora", com um sorriso de concórdia. De fato. Difícil não sentir alguma nostalgia pela boa e velha conversa, que o século 18 elevou a uma forma de arte. E não apenas nos salões de Paris. O "século da conversa" encontra-se também, ou sobretudo, em Londres e vários conversadores de excelência saltam de imediato: Goldsmith, Boswell, Reynolds e o incomparável Dr. Johnson, que cunhou a frase lendária «whoever goes to bed before midnight is a rogue» («quem vai para a cama antes da meia noite é um velhaco»).
Hoje é o contrário: as pessoas falam, sim, mas raramente conversam. Qual a diferença? Falar é coisa utilitária, que começa e acaba com um propósito comum. Conversar, não: desde logo porque "conversar" implica dois sentidos. Falamos e escutamos. E falamos. E escutamos. Como uma dança que precisa de dois parceiros: dois parceiros que avançam e recuam pelo simples prazer de dançar. Existe disputa. Mas existe também a natureza vagabunda de uma conversa: a forma como vai deambulando pelas ruas da intimidade sem ninguém saber exatamente como, para onde, ou porquê. Participamos apenas no "grande congresso internacional", como lhe chamava Robert Louis Stevenson num ensaio clássico sobre a matéria, "Talk and Talkers", que aconselho. Tudo isto implica um desprendimento do tempo, e da "cultura dos resultados", que a modernidade enterrou sem retorno.

Ai, esses gajos lusos me matam… Né, chemi?

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