Apr 25 2006
Minidicionário de gírias
A comunicação com quem não é daqui é complicada… Além das clássicas abreviações, temos muitas palavras de uso nosso. Há um Dicionário de Porto-Alegrês do Fischer (não do Sérgio, do Luís Augusto), só que ele contém diversas expressões que não usamos, e nunca o li de cabo a rabo para saber se contém todas as mais utilizadas.
As mais úteis traduções, feitas por mim de forma terrível, são:
Bah - pode ser qualquer coisa. Desistam. Variações: beh, boh.
Brigadiano (ou, muito vulgarmente, porco) - Policial Militar
Fazido - sujeito que se faz. De salame. (frase clássica: "tu te faaaz de salaame, né?") Resumindo: sujeito que mente, omite, enrola demais ou se faz de difícil. Do tipo: "Vamos ao cinema hoje? Ah, to sem grana. Mas eu te pago! Capaz, não precisa, magiiiina. Ah, não te faz, vamo." Ou então: "Ah, tu sabe que eu te adoro. Adora uma ova. Ai, criatura fazida, tu sabe que eu te amo." Emos são criaturas naturalmente fazidas.
Sinaleira - aquele troço tem três lâmpadas: vermelho, amarelo e verde, e que muda pras pessoas e os carros ficarem em sincronia. Sim, eu me recuso a chamar aquilo de outra coisa.
Negrinho - quando um gaúcho diz que vai comer negrinho, não há pedofilia nem racismo no meio. É só um brigadeiro, como vocês chamam.
Cacetinho - quando o mesmo gaúcho macho e viril diz que vai comer um cacetinho, ninguém vai olhar torto. É o tal pão francês do resto do Brasil.
Lomba - ladeira.
Tunda - bater muito numa criatura. É utilizado como objeto direto do verbo dar ou do verbo tomar. Exemplo: "Tu vai tomar uma tunda, guri! É, filho, vou te dar uma tunda se tu não te comportar."
Por enquanto é isso. Quem lembrar de mais alguns aí, pode tocar nos comentários.
Créditos pra chemi, por dar o nome do post e por me ajudar a explicar o que é um ser fazido!

