Feb 23 2006
Vamos tentar
Definir e explicar minha visão política. Tarefa árdua, posto que sou confusa e vivo mudando de opinião. Enfim, vamos lá:
Pra começar, eu não acredito em extremos. Tanto o comunismo/socialismo quanto o fascismo/ditaduras militares me causam asco. Não funcionam e são repressores, além de segregarem os que discordam, pra dizer um mínimo. Eu creio que as pessoas devem ter sempre o direito a questionar, duvidar, reclamar. Além disso, eu sou a favor da alternância de poder. Pra mim, um sistema ideal seria aquele em que a reeleição não existisse e que os partidos políticos não pudessem repetir mais de três mandatos seguidos. Isso impediria que alguns vícios fossem criados. Um exemplo clássico é o PT em Porto Alegre. Na minha opinião, sempre tiveram um governo decente da capital, entretanto, depois de um tempo houve um “desgaste” - natural, até - das práticas políticas deles. Apesar de eu ser uma pequena petista de carteirinha na época, eu fiz campanha pra outros candidatos. Deu Tarso, e ele começou bem - quem me conhece sabe que o Tarso e o Suplicy são petistas que eu respeito muito e que eventualmente eu até votaria neles - mas aí vieram as clássicas prévias OlívioxTarso pra Governo do Estado. Os militantes, que não são bobos, escolheram o Tarso - por “n” razões que merecem um post em separado. Só que o moço havia se comprometido a não abandonar a prefeitura no meio. E aí está o Rigotto - outra pessoa que eu respeito muito, tanto que é meu candidato a presidente, se o PMDB colaborar.
Como vocês viram, pra mim os partidos não são assim tão importantes. O que mais importa é pessoa em si. Precisa ser alguém moderado, que não queira fazer loucuras. Alguém com um mínimo de caráter, cultura e inteligência. Hoje, se me perguntam o que eu sou (esquerda ou direta) eu digo que sou “centro”. Só que estou mais pra uma conservadora liberal que pra qualquer outra coisa…

