Archive for February, 2006

Feb 27 2006

Só pra deixar registrado

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Cansei. De brigar, de entender, de consertar, de estragar. De estar triste, de estar feliz, de estar sozinha. De estar junto, de sair, de ficar em casa. De gastar, de economizar, de ouvir música. De não ouvir, de respirar, de comer.

Eu quero nada e tudo. Eu quero mesmo é uma meia dúzia de pílulas que resolvam meus problemas.

Que problemas? Ah, vocês sabem. Aqueles. Os de sempre.

Eu deveria ter colocado o aviso ‘não leia este post’. Agora já foi. Peço, entretanto, que não comentem.

Os olhares de reprovação já são suficientes. ;]

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Feb 26 2006

Algo

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O que mais me irrita nos meus textos é a repetição de determinado vocábulo. É um erro feio e bobo, que pode ser facilmente evitado com um revisão mais atenta. Enriquecer o vocabulário também ajuda. Quem tem vocabulário pobre repete muito certos termos. No último post, por exemplo, eu repeti a palavra “algo” em excesso. Dou um doce pra quem corrigir meu texto. Dou nada, eu sei corrigi-lo sozinha, mas estou com uma preguiça… Melhor fazer a errata aqui e pedir desculpas pelos algos a voltar a uma coisa antiga e que já não tem o menor sentido.

Sim, é óbvio que o que foi dito ontem deve ser esquecido hoje. Seres humanos estão em constante mutação. Mentira, essencialemnte somos sempre os mesmos. Por isso a tese continua certa; sapos até podem parecer príncipes, só que, essencialmente, sempre serão sapos. O contrário também é verdadeiro. Quem nasceu pra príncipe passa longe do banhado. Há o determinismo do meio, eu sei, mas a essência…

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Feb 25 2006

Sapos e eu

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Ontem me disseram algo que… uau. Eu falava no méssiene com uma nova amiga (evita, eva, eu mesma) e ela me disse algo que mudou meu dia, meu humor e meu modo de pensar. Era algo que eu já sabia - ou já julgava saber - de cor:

“em época de carência é muito comum olharmos todos os sapos como belos príncipes…rs”

Eu sempre contemplei o banhado acreditando que os príncipes estavam ali. Sem me dar conta, lógico, pois  não se faz uma besteira dessas de propósito! Vou começar a procurar em castelos. A chance de acerto será maior, não acham? Claro, o príncipe mais legal é aquele que foi descoberto pela princesa num banhadinho, pois havia sido transformado em sapo pela bruxa malvada. Só que eu não estou disposta, no momento, a lidar com príncipes traumatizados por bruxinhas e muito menos a esperar por transformações que podem nunca ocorrer.  Sei bem o que estou colocando em risco, não será a primeira nem a última vez que eu perco algo, mas enfim, chega de banhado. Agora é castelo ou nada.

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Feb 23 2006

Vamos tentar

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Definir e explicar minha visão política. Tarefa árdua, posto que sou confusa e vivo mudando de opinião. Enfim, vamos lá:

Pra começar, eu não acredito em extremos. Tanto o comunismo/socialismo quanto o fascismo/ditaduras militares me causam asco. Não funcionam e são repressores, além de segregarem os que discordam, pra dizer um mínimo. Eu creio que as pessoas devem ter sempre o direito a questionar, duvidar, reclamar. Além disso, eu sou a favor da alternância de poder. Pra mim, um sistema ideal seria aquele em que a reeleição não existisse e que os partidos políticos não pudessem repetir mais de três mandatos seguidos. Isso impediria que alguns vícios fossem criados. Um exemplo clássico é o PT em Porto Alegre. Na minha opinião, sempre tiveram um governo decente da capital, entretanto, depois de um tempo houve um “desgaste” -  natural, até - das práticas políticas deles. Apesar de eu ser uma pequena petista de carteirinha na época, eu fiz campanha pra outros candidatos. Deu Tarso, e ele começou bem - quem me conhece sabe que o Tarso e o Suplicy são petistas que eu respeito muito e que eventualmente eu até votaria neles - mas aí vieram as clássicas prévias OlívioxTarso pra Governo do Estado. Os militantes, que não são bobos, escolheram o Tarso - por “n” razões que merecem um post em separado. Só que o moço havia se comprometido a não abandonar a prefeitura no meio. E aí está o Rigotto - outra pessoa que eu respeito muito, tanto que é meu candidato a presidente, se o PMDB colaborar.

Como vocês viram, pra mim os partidos não são assim tão importantes. O que mais importa é pessoa em si. Precisa ser alguém moderado, que não queira fazer loucuras. Alguém com um mínimo de caráter, cultura e inteligência. Hoje, se me perguntam o que eu sou (esquerda ou direta) eu digo que sou “centro”. Só que estou mais pra uma conservadora liberal que pra qualquer outra coisa…

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Feb 23 2006

Meninas

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Eu amo vocês! Tive uma tarde “hétero” na terça. Me diverti muito e dei muitas risadas com as meninas.Hoje, de novo. As amigas eram outras, mas a divresão foi enorme, também! Sério mesmo, vocês não tem idéia de como me animam, me acalmam, me ajudam. Maria Rita, Maria Cláudia. Tati e Marcela.

MUITO OBRIGADA!

Frases da semana:

É H-É-T-E-R-O.

É comunista, é? Então quero ver comprar roupas só na voluntários, ok?

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Feb 20 2006

Tributo à ironia

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Eu adoro esse cara. Conservador, irônico, ótimo!

A coluna que eu linquei acima está impecável. E, como eu disse em algum post anterior em que citei-o, eles são TÃO parecidos que fico até assustada.

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Feb 19 2006

Trecho da semana

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“Vivem em nós inúmeros, se penso ou sinto, ignoro quem é que pensa e sente, e, não acabando aqui, é como se acabasse, uma vez que para além de pensar e sentir não há mais nada. Se somente isto sou, pensa Ricardo Reis depois de ler, quem estará pensando agora o que eu penso, ou penso que estou pensando no lugar que sou de pensar, quem estará sentindo o que eu sinto ou sinto que estou sentindo no lugar que sou de sentir,quem se serve de mim para sentir e pensar, e, de quantos inúmeros que em mim vivem, eu sou qual, quem, Quain, que pensamentos e sensações serão os que não partilho por só me pertencerem, quem sou que outros não sejam ou tenham sido ou venham a ser.”

“O Ano da Morte de Ricardo Reis” José Saramago, páginas 20 e 21, editora Cia. Das Letras

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Feb 19 2006

Iluminismo, pelo amor de deus

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Está na hora de Oriente ter uma espécie de Iluminismo, ou, pelo menos, uma Revolução Gloriosa. Se nós, ocidentais, conseguimos nos livrar do peso da Igreja Católica na política - ok, eu sei que eles ainda mandam um pouco, entretanto precisam dividir espaço com os evangélicos e são obrigados a respeitar mais as outras religiões - por que eles também não podem diminuir esse fanatismo?

Se fazem brincadeiras com o Deus católico em charges daqui mesmo, ninguém dá muita bola. Seguido acontece isso, basta abrir qualquer jornal nosso. E duvido muito que alguém vá chiar tanto quanto eles se por lá aparecer alguma charge com dúvidas a respeito da virgindade de Maria. Até porque isso já foi feito por aqui. Nada no ocidente é assunto “sagrado”. Tudo pode ser questionado, filmado, etc., apesar de ser tabu. Alguns reclamam, mas há tempos que não se incedeia mais nada por um filme gay.
Nós, ocidentais, temos o saudável costume de questionarmos nossas crenças. Está na hora dos muçulmanos fazerem o mesmo.

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