Jan 24 2006
Desabafinho.
Só pode ser uma espécie de tortura. Por que raios eu começo a gostar TANTO das pessoas?
E quanto mais se afastam, mais eu me apego. Hoje eu senti tanto a tua falta… por que raios isso acontece comigo? E sei que não poderei te ver, sei que não é possível te encontrar. Mas fico procurando; todos os carros são iguais ao teu, todo mundo se parece contigo na rua. Tudo me faz lembrar de ti; o maldito cigarro, ah, tá. Resolvi neste exato instante que vou parar de escrever. Antes que eu escreva uma besteira maior. Mas eu te gosto, que posso fazer? É bem engraçado. Estou brigando comigo mesma para não escrever estas palavras. Se eu não escrevê-las, vou ficar com elas engasgadas aqui, e continuarei com essa coisa ruim, parece que estou sufocando. E se eu escrever, vá que tu leias, e que fiques assustado, e que saias correndo e que e que… tenho tudo a perder, simplesmente. Sim, sou exagerada, um dia eu amo no outro nem sei mais quem é. Na verdade todos são assim. Ninguém é constante. Relacionamentos constantes estão podres por dentro. Ou, como diz minha mãe, estão mortos mas esqueceram de enterrar. Hoje, eu sonho em passar a vida contigo. Mas sei que isso não combina com meu jeito de ser, e que daqui a pouco eu vou enjoar, tu vais enjoar (se é que isso já não aconteceu). Todo mundo cansa. Enfim, o que acontece é que eu queria estar aí agora. Eu queria poder, pelo menos.
Lembra quando eu te disse que eu estava ali? Pelo menos agora, eu disse. Tu riste. Mas era verdade, tu sabes que é assim. Tanto que no “outro dia”, tu já não estavas lá, ou pelo menos eu entendi tudo errado. Eu sempre entendo tudo errado. Só estou tendo a coragem de escrever tudo isso agora porque eu acho que tu não vais ler. Mas eu queria que… Ou não. É melhor que isso fique assim, mesmo.

