Archive for December, 2005

Dec 28 2005

11 dias

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Faltam para UFRGS.

Passaram-se 11 dias também.

Que coisa, não? Estou sem aquele desespero que tomava conta de mim nos anos anteriores.
Além disso, é o primeiro vestibular que passo sem… com… enfim…

Nunca estive tão aérea. Não consigo ler, estudar, nada. Parece que não sinto vontade.
É como se fosse inútil. E, aparentemente, é. A matéria está na minha cabeça, de certa forma. Eu sinto que sei, e não tenho a mínima vontade de estudar. Sim, justo eu que…
A Carla, que ama pesquisa. A Carla, a super-concetrada em aulas. A puny, aquele ser que nem pisca numa aula de geografia, que sequer respira em história, que nem se mexe em literatura, que no máximo suspira em uma aula de português.

Algo está acontecendo.

A coca está quente! Lembrei do Krause, agora. Ele ficaria feliz: Só TEM SUCO DE LARANJA NATURAL NESTA CASA em condições de ser bebido. Sim, coca quente é pior que suco. Eu gosto de suco, até, é saudável e é bom - de vez em nunca - mas coca é coca. Antes que sugiram: gelo não resolve. Gelo em coca só é bom quando a coca já está previamente gelada.

Bem feito! Quem mandou ser desorganizada e esquecer de colocar a coca na geladeira?

Acho que preciso de um pouquinho mais de coesão textual e, principalmente, de menos “fuga ao tema”. Assim vou zerar minha nota no blogue.

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Dec 28 2005

Fútil…

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Comprei duas saias e duas blusas em menos de uma semana.

Saí com a minha loira favorita hoje - kika, óbvio - e vi uma bolsa linda. Que ela me mostrou. Custou um rim e meio. Cheguei em casa e o papai, querido que é, pediu que eu pagasse a sky e a net, pois ele estava sem dinheiro, e não queria que ficássemos todos sem tv. Justo ele, que passará o ano-novo em atlântida, tomando champagne caro e torrando dinheiro, só pra mostrar-se. Odeio essa mania dele de querer ostentar o que não tem no momento. Se eu tenho dinheiro eu gasto, saio, compro, como hoje. Se eu não tenho, como a partir de agora, fico em casa, não compro, não gasto. Enquanto ele gasta um dinheiro que não tem, falta pras minhas futilidades e pras outras dívidas dele. Enfim, amiguinhos,

IMAGINEM COMO ESTÁ MINHA CONTA AGORA?

Vazia como este post. Vazia como minha vida.

Puny is a material girl.

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Dec 27 2005

Já está ficando repetitivo

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e chato. Por isso não leia. Eu escrevo pra mim, pra desabafar. E por que não um diário particular? Simples: diários particulares não existem. Sempre alguém acaba lendo. Aqui, pelo menos, eu me policio pois sei que as pessoas talvez leiam. Escrevo então de forma mais contida.

Ao que interessa: por que não, Carla?

Estás farta de saber que ela poderá ficar melhor assim (aquela velha estória que tu conheces bem, carla: és péssima mãe!); que um dia todos entenderão.
Motivos não faltam e, aparentemente, nada te impede.

Nada impede? HAHAHAHA

Acho que hoje descobri o que NOS impede. A frase do pai. A clássica frase do pai; isso não resolve. Os problemas continuam e outros terão de resolvê-los por ti. É covardia e é maldade com quem ficará responsável por tudo.

Portanto, dona puny, esse assunto está encerrado aqui. Não quero mais te ver passando pela Duque com olhares pidões.

E sim, eu aparentemente tenho dupla personalidade - ou simplesmente falo sozinha.

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Dec 26 2005

Ostrinha, amor da minha vida

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“The Prodigal Daughter Returns!”

É o título do último episódio de GG a que eu assisti. Combina com a decisão que tomei agorinha; não interferirei mais em nada e voltarei à minha bela ostra, por um tempo.
Até que as coisas se acalmem, pretendo ficar por aqui, lendo e estudando.

Talvez até volte pra internet mais cedo que eu planejava. Não só porque estou segura quanto à aprovação, mas também porque não desejo enlouquecer. Só quero ter uma rotinazinha sem maiores turbulências e precoupações. Andei experimentando uma rotina diferente; estava tudo bacana, mas acho que invadi um espaço que não deveria ter invadido. Cada um precisa ter o seu cantinho. O meu cantinho é esse? Eu tenho algum cantinho? Não sei, eu nunca pertenci a grupo nenhum, sempre transitei por diversos lugares. Neste ano, percebi o quão inconstante eu sou. Não consigo andar com um mesmo grupo de pessoas sempre. Claro, esse ano fiz um punhado enorme de novas amizades, que desejo levar adiante.

Invejo, entretanto, quem teu seu grupinho fixo. Adoro todos os novos amigos desse ano, mas os trocaria, sem pestanejar, por uma meia dúzia de amigos eternos. Ou não, afinal, tudo o que é demais enjoa. E meus amigos novos são tão legais! Chemi, Guada, Oct, Kato e mais um montão do EuPodo. Luana, Laura, Gicka e turminha da 8 do Unificado (parte 1). Tati, Marcela, Cesar, Amanda, do Ficciones. Rô, Má, Gui, Unificado (parte 2, matanças do Miltinho). Coi, Vudu, Printer e amigos da kei em geral. Deve ter mais gente, eu sei. Mas são os que mais lembro, por agora.

Enfim, comecei esse texto decidida a dar um basta, a parar um pouco, a respirar. É mais difícil que parece. Ostrinha querida, te quero e te repilo, simultaneamente!
Pulo da ostra à liberdade como um enol vira cetona, naquela tautomeria desgraçada.

Só preciso de um pouquinho de ar. Me fecho ou saio? Aceito sugestões.

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Dec 25 2005

Ai, ai ai…

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É Natal! São 4:45 e não estou na Fun House, como todo mundo; estou no MSN. Quer dizer, estava, até cair novamente agora. Eu contemplava minha lista de contatos - coisa que só faço quando não há mais nada de realmente útil pra fazer - e tive vontade de falar com um ser que estava online. Mas… Dar “oi” depois de tanto tempo? Depois de tê-lo excluído sem qualquer aviso prévio? Depois de readicioná-lo - igual ao frajola que recoloca o piu-piu na gaiola, assoviando e olhando pros lados - como se nada tivesse ocorrido?

A conversa seria, entretanto, curiosa. Teria uns três desfechos possíveis.

O primeiro, seria o mais comum: “Oi. Oi. Tudo bom? Tudo, e contigo? Tudo bem por aqui. Tudo indo por aqui, também.E o que tu querias falar comigo, Carla? Ah, só queria saber como tu estás. Hum… agora já sabe.”

O segundo, seria um pouquinho pior que o primeiro: “Oi. ?. ?. Não esperava que tu viesses falar comigo depois de ter me readicionado. Ah, pois é, coisas da vida, me perdoa? Ahã, depois de tudo que tu me fizeste, eu precisaria ouvir uns 500.000 ‘me perdoa’, Carla.”

O terceiro, seria o pior desfecho para uma pessoa vaidosa, como eu: “Oi. Quem?. É a Carla, puny, etc. e tal, lembras? Não, aliás, estava olhando agora mesmo pra minha lista de contatos, tentando me lembrar quem serias… confesso que continuo na mesma.”

Terminei de escrever essas linhas aqui e dei uma outra espiada no MSN, antes de apertar “publicar”. Offline, ele. Ainda bem, melhor assim…

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Dec 24 2005

El Tunel sempre me explica

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Bom, o meu eterno cunhado comentou aí no post abaixo que não entende metade do que eu escrevo aqui.
E é a décima pessoa que fala isso. Seria a centésima, se eu tivesse cem leitores.

Meu professor de português diz que quando o leitor não entende o escritor é porque o escritor é ruim. Concordo com ele. Não quero ser boa escritora, quero apenas que algumas pessoas entendam o que escrevo. Escrevo para pessoas específicas. Às vezes, chego a escrever um post pra cada um, naqueles inspirados dias em que escrevo umas 3 ou 4 notas. Isso não significa que não gosto que as outras pessoas me leiam. Pelo contrário, adoro e quero que me leiam. Leia-me! Até porque um dia você - você mesmo que está lendo essas mal-traçadas agora - poderá chegar aqui e ter um post especial, que só você entenderá! (hmmm… publicidade parece interessante agora.)

Pra esclarecer melhor, vou copiar aqui outro trechinho de “O Túnel” - meu vício secreto desde que o comprei na Feira do Livro:

“(…) e embora não acalente muitas ilusões sobre a humanidade em geral e sobre os leitores destas páginas em particular, anima-me a débil esperança de que alguém chegue a entender-me. Mesmo que seja uma única pessoa.*”

*itálico do autor.

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Dec 24 2005

Chega

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Madrugada do dia 24 e eu já não suporto mais o Natal!

Só fico feliz por saber que em uma semana esse ano terminará.

E que em duas semanas começa aquela porcaria da qual me verei livre para sempre - ou até eu resolver fazer direito/letras/etc.

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Dec 23 2005

Por que não?

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Não vou escrever novamente o que está escrito aqui, mas gostaria de dizer que sinto muito.

Carla, eu sinto tanto!

Deveria ter feito. Estaria tudo bem agora. E não posso mais.
Não tenho mais esse direito. Não tenho mais direito algum.

É a única coisa da qual me arrependo na minha curta existência, pois foi minha última chance de salvação.

A próxima só em 20 anos, ou mais.

Paciência, pequena puny, paciência.

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