Dec
23
2005
Não vou escrever novamente o que está escrito aqui, mas gostaria de dizer que sinto muito.
Carla, eu sinto tanto!
Deveria ter feito. Estaria tudo bem agora. E não posso mais.
Não tenho mais esse direito. Não tenho mais direito algum.
É a única coisa da qual me arrependo na minha curta existência, pois foi minha última chance de salvação.
A próxima só em 20 anos, ou mais.
Paciência, pequena puny, paciência.
Dec
23
2005
Tenho uma colega da 8M que mora aqui perto. Ela é super simpática e querida, mas é do tipo hippie. Normalmente, nos encontramos quando busco a Alice. Suspeitava que ela morava por aqui, mas enfim.
Hoje, ao voltar do Unificado, com aquele toró desgraçado - e após “deixar” a Maria e seu guarda-chuva de oncinha não funcional em casa - encontrei-a com mais outra colega e o que deveriam ser alguns amigos delas na esquina da Duque com a Bento.
Eu, com aquela cara de deprê-tpm-pinto-molhado. Ela faceira, até.
Aí eles cantaram que a vida é bonita, etc., etc., enquanto eu olhava para o céu pedindo a vaca que me matasse com um raio fulminante ou uma pedra de gelo, o que estivesse disponível.
Era o tipo de cena que precisava ser fotografada.
Imaginei o Eduardo, o César e a Tati rindo da minha cara.
Nessas horas que eu sinto falta do Ficciones.
Dec
23
2005
Entre um estudo e outro, acabo sempre lendo alguma coisinha que me alivie.
Trecho de hoje : El Tunel E. Sábato, versão traduzida. Primeira página.
” (…)Embora nem o Diabo saiba o que e porque a gente deva recordar. Na realidade, sempre achei não existir memória coletiva, o que talvez seja uma espécie de defesa da espécie humana. A frase ‘todo o tempo passado foi melhor’ não indica que antes sucederam coisas menos ruins, mas apenas que - felizmente - as esquecemos.”
E seguem meus planos nefastos de simplesmente cumprir com minhas obrigações até os 38 anos. Viver pra quê? Vegetar é tão mais agradável. Depois que a Srta. Alice estiver grandinha, enfim, poderei morrer de fato. Será divertido.