Dec 11 2005

Como??

Published by puny at 12:12 under sem classificação

Sim, havíamos brigado pela manhã. Eu estava secando a Alice quando ela tocou a campainha novamente. o que ela queria? Estava com a chave do meu prédio em punho, e como se ela fosse um dedo indicador, apontava-a pra mim, dizendo: “não posso ter a chave da tua casa, devolve a da minha”. Dei o meu chaveiro a ela, disse que poderia retirar as chaves dela dali, que ficasse à vontade, pois eu precisava terminar de secar a Alice.
Assim, de uma forma linda, vai chegando ao fim 2006.

Mas eu não vou mais ser molenga. Se ela quer assim, que assim seja. Chega de ficar relevando as atitudes dela, só porque é bipolar, ou estava na tpm, ou, ou. Eu arco com as conseqüências dos meus atos, ela também arcará. Se ela quer guerra, terá.

Claro, essa passou dos limites. Que eu não queira dar uma chave da minha casa a ela é compreensível; ela é bipolar, ela é intrometida, a casa é só minha, essas coisas.
MAS ELA REQUISITAR A CHAVE DA CASA DELA, QUE SEMPRE FORA MINHA CASA TAMBÉM? Foda-se, um dia temos que crescer. Agora é inevitável; nem a chave da minha infância eu possuo mais.

Ainda bem que não dependo mais dela. Pobre Carlinhos, pobre Carlinhos.

2 Responses to “Como??”

  1. Anonymous on 13 Dec 2005 at 19:38

    então é assim: a casa dela é sua… mas sua casa não é dela? pq isso? onde está o sentido de igualdade? ou uma fica com a chave da outra ou nenhuma das duas, pronto.

  2. Puny on 13 Dec 2005 at 19:48

    Caro(a) anônimo(a):

    A casa dela é minha, mas a minha casa não é dela. Pelo simples fato de que eu morei a vida inteira naquele ap. Minhas lembranças da infância estão lá; ela, entretanto, nunca morou aqui. Sim, foi com dinheiro “dela” que tenho esse apartamento. Mas eu jamais invadiria o apartamento dela. Não iria lá sem avisá-la. Ela, só com a chave do prédio, já tinha o péssimo costume de chegar sem avisar-me antes, o que é uma falta de respeito. Por isso nunca dei, e nunca darei minha chave a ela.

    E igualdade não existe, nunca existiu, e nunca existirá. Utopias…

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